Alunos de escola agrícola da região também se manifestaram

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Contra a medida dos 16 anos para frequentar o ensino profissional

Nesta manifestação marcou também presença cerca de uma dezena de alunos da EPADRC (Escola Profissional Agrícola e de Desenvolvimento Rural de Cister).
O caldense Francisco Venâncio foi um dos estudantes presentes nos protestos. À Gazeta das Caldas explicou que se associaram a esta manifestação porque são estudantes de uma escola agrícola, sendo que a maioria tem também familiares no setor. “É algo que mexe com o nosso futuro”, salienta.
Mas além de apoiarem as reivindicações que estiveram na génese do protesto, os alunos tinham também o seu próprio manifesto, contra uma medida que consideram prejudicial ao ensino profissional. É que a partir do próximo ano, para entrar no curso que frequentam, de Técnico de Produção Agropecuária e que dá equivalência ao 12º ano, será necessário ter 16 anos já feitos.
“Ou seja, alguém que queira vir para o nosso curso é obrigado a chumbar um ano”, refere, apontando a uma medida que prejudica os bons alunos.
“O nosso curso, de ano para ano tem vindo a perder meia turma, porque no terceiro ano há uma turma e meia, no segundo já só temos uma turma e no primeiro apenas meia turma”, aponta.
“Olhando para a turma que entrou este ano, há talvez três com 16 anos já feitos, o que leva a crer que para o ano que vem, ou daqui a dois anos, deixe de existir este curso”. Na mesma escola, existe um curso de equivalência ao 9º ano, sendo que a maioria dos alunos que o frequenta pretende prosseguir naquela escola, mas, à luz desta medida, grande parte não o poderá fazer.
Francisco Venâncio é também o presidente da Associação de Estudantes daquela escola e atualmente já estão em contacto com outras associações de estudantes de escolas agrícolas do país, para preparem um texto de exposição para posteriormente enviarem às entidades competentes. ■