Apresentado Programa Local de DAE das Caldas

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Os operacionais e representantes das entidades que integram o programa local

Caldas possui oito pontos de DAE em locais públicos e mais de 100 pessoas habilitadas para prestar socorro

Atualmente existem cerca de 115 pessoas certificadas com a formação de operador de Desfibrilhador Automático Externo (DAE), para utilizar os oito dispositivos que existem nas Caldas, podendo salvar vidas. A apresentação do Programa Local da DAE do município teve lugar a 15 de julho, na Câmara, tendo também sido entregues os certificados e cartões aos operacionais que integram o programa.
O programa, coordenado a nível nacional pelo INEM, permite a cidadãos não profissionais de saúde, certificados, a prestação de socorro a vítimas de paragem cardio-respiratória mediante a utilização de equipamentos de DAE. Na cidade estão colocados nas escolas secundárias Rafael Bordalo Pinheiro (que no Verão vai para a Foz) e Raul Proença, na ETEO, no Posto de Turismo, no edifício da Câmara, no Caldas Sport Club e no Caldas Rugby Club e em Alvorninha.
De acordo com Tânia Silva, responsável médica do projeto DAE da Câmara das Caldas, estes equipamentos estão a funcionar desde 2020 e, “felizmente, ainda não houve utilização de nenhum deles”. Em cada um dos locais onde se encontra o dispositivo há, no mínimo, 10 operadores para garantir a sua operacionalidade, que viram agora a sua formação ser revalidada.
Tânia Silva reconhece que “não é comum” os municípios disponibilizarem esta quantidade de equipamentos.
A ideia de dotar a cidade com estes meios de salvamento surgiu em 2015, por proposta do enfermeiro Nuno Pedro, na altura presidente da SALVAR – Associação Cívica do Oeste, à autarquia, tendo o projeto arrancado quatro anos depois. A associação garante a formação e a autarquia assegura a manutenção do projeto. “A realidade é que os caldenses e visitantes podem considerar-se mais seguros por ter um DAE por perto”, destacou Pedro Oliveira, presidente da SALVAR.
O presidente da Câmara, Vítor Marques, destacou que este programa é “verdadeiramente uma grande mais valia para o concelho, por permitir que pessoas da comunidade, com a devida formação certificada pelo INEM, possam efetivamente salvar vidas”.
Foi ainda realizado um simulacro, no topo da Praça da Fruta, dinamizado pela Proteção Civil Municipal, de forma a sensibilizar a população para a importância deste projeto e para as suas mais-valias. ■