ASESM de Salir de Matos já é casa para quatro imigrantes

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Assinaturas de protocolos com a Segurança Social tiveram lugar a 11 de setembro

E ASC Paradense poderá receber mais 15 crianças na creche

Elizabeth Leolezma, peruana que residia na Rússia, chegou a Portugal em abril, para que o filho mais velho, que cumpriu 18 anos em julho, pudesse fugir à guerra, onde o pai está a combater. Desde agosto que vive na estrutura de acolhimento temporário da Associação de Solidariedade e Educação de Salir de Matos (ASESM), com os dois filhos, os dois gatos e o cão, que também vieram da Rússia. E afirma que “tenho muita vontade de trabalhar”. O filho mais velho continuará a perseguir o sonho de ser ator, indo para o 11.º ano, para o curso profissional de Teatro, que frequentará em Lisboa.
A estrutura, uma casa que foi doada à ASESM, tem capacidade para seis pessoas, e também já está a ser ocupada pela angolana Anigelina, que chegou igualmente em agosto à casa e já está a trabalhar como ajudante de cozinha na ASESM.
O Instituto da Segurança Social I.P., através de João Pedrosa, diretor do Centro Distrital de Leiria, celebrou o protocolo com a associação para a constituição desta nova resposta social para acolhimento de imigrantes e refugiados no dia 11. A Segurança Social apoiará com 900 euros por pessoa, por mês, um valor que cobre as despesas da associação com a alimentação, habitação, escola, saúde, higiene, deslocações, apoio psicossocial e colaboração com a própria para construção de projeto de vida, como seja a nível da procura de emprego.
Na região Oeste, também a Casa do Povo de Óbidos, o Centro Cénico da Cela, Alcobaça, e o Centro Padre Bastos, de Peniche sinalizaram a sua disponibilidade para o acolhimento. João Pedrosa parabenizou a ASESM pela sua ação “pioneira”.
Por sua vez, a Associação Social e Cultural Paradense, no Chão da Parada, que elegeu novos órgãos sociais a 7 de setembro, tendo Joaquim Fragata sido eleito presidente da direção, aumentará o número de vagas na creche, de 30 para 45, sendo o apoio da Segurança Social de 460 euros por criança e por mês. O pedido original, com cerca de seis anos, que já tinha sido autorizado, era para um aumento de seis vagas numa sala da creche, e veio agora a concretizar-se, acrescido.
“Temos uma lista de espera muito grande e por isso é que tivemos esta insistência para o alargamento da capacidade”, afirmou a diretora técnica, Vanessa Sobreiro, que explica que foi feita uma candidatura online após a publicação da Portaria n.º 190-A/2023, no âmbito da gratuitidade das creches. A ASC Paradense possui, no total, 132 vagas (47 no pré-escolar e 40 no Centro de Atividades de Tempos Livres).
“Foi uma portaria que permitiu que, no distrito, num mês, aumentássemos mais de 800 vagas [em creches]”, rematou João Pedrosa. ■