Balanço do trabalho feito e projetos marcaram sessão solene do 15 de maio

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A sessão solene das comemorações do 15 de maio decorreu no CCC

Num extenso discurso, o presidente da Câmara deu conta do trabalho realizado no último ano e elencou as ações do executivo, nas várias áreas, para afirmar as Caldas da Rainha na região e no país

O município quer continuar a “aprofundar” com os agentes políticos, sociais e população em geral, o debate de ideias e propostas necessárias às intervenções estratégicas para o concelho. As palavras foram do presidente da Câmara, Vítor Marques, na intervenção na sessão solene de atribuição das Medalhas Municipais, referindo-se a intervenções na Praça da República e Largo José Barbosa, na Praça 5 de Outubro e na zona envolvente ao Chafariz das 5 Bicas e a sua articulação com o Jardim de Água e a Mata.
Esta “gestão democrática e participativa” tem ainda como objeto o Largo Rainha e zonas adjacentes e a sua articulação com o Parque D. Carlos I, o Pavilhão Multiusos da Expoeste e zona envolvente, a requalificação da Frente Marítima e Lagunar e a reabilitação da entrada Norte da cidade e zona do parque de estacionamento, envolvente à PSP e sede da OesteCIM. Para a concretização destes desígnios, estão também a ser solicitadas audiências aos diferentes ministros e secretários de Estado do atual governo, de encontrar as melhores soluções e linhas de financiamento, concretizou o autarca.
Depois de um balanço do trabalho realizado, nomeadamente da conclusão de “importantes e estratégicos planos”, como é o caso do Master Plan do Parque das Termas e do Plano de Saúde e Qualidade de Vida do concelho, a que se seguirá a Estratégia Municipal de Saúde, Vítor Marques, deu conta das ações e projetos do executivo, nas várias áreas. Estes pretendem “afirmar” Caldas da Rainha como a Cidade Criativa da Unesco e da Cultura, a Cidade Termal, das Águas, da Saúde e do Bem Estar, mas também, a Cidade da Inovação e do Conhecimento. E isso será feito, de acordo com o autarca, “reforçando as respostas sociais e educativas, liderando nas políticas de sustentabilidade e de desenvolvimento humano, promovendo uma comunidade ativa e saudável e melhorando a rede de acessibilidades rodoviárias e qualificando o espaço público”.
Na sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, começou por lembrar os 50 anos passados da Revolução dos Cravos e o contributo que deu para a afirmação do poder local. O antigo autarca, e ligado ao poder local há 48 anos, voltou a referir-se aos três problemas crónicos do concelho: a Lagoa de Óbidos, a Linha do Oeste e o Hospital do Oeste. Centrando-se no último problema, salientou que a construção do novo equipamento nas Caldas, mais do que uma homenagem à rainha, é a melhor solução do ponto de vista técnico. Lalanda Ribeiro destacou ainda o exemplo de percurso dos homenageados com a medalha de honra, aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal.

Comemorações dos 500 anos do falecimento da Rainha
As cerimónias deste ano integram o “ciclo de comemorações” (que se prolongará até 2025 – ano em que perfaz os 500 anos do falecimento da Rainha) assinalarão a fundação institucional do Hospital Termal, em articulação com a Misericórdia de Lisboa e o Museu do Azulejo. Além disso, coincidindo com a comemoração dos “50 anos do 25 de Abril de 1974”, o município deliberou atribuir às Forças Armadas Portuguesas a mais elevada condecoração do concelho, pelo seu relevante desempenho no 16 de Março de 1974 e pela Revolução dos Cravos”. Para receber a medalha de honra esteve presente o vice – almirante Jorge Nobre de Sousa, segundo Comandante Operacional das Forças Armadas. As outras duas medalhas de honra, atribuídas a título póstumo ao historiador João Serra e ao médico Mário Gonçalves, foram recebidas pelos netos e filho dos homenageados, respetivamente.
A cerimónia, que durou perto de três horas e foi apresentada por dois jovens que integram o Gabinete da Juventude, contou com um momento musical interpretado pelos músicos Aurélien Vieira Lino (piano), André Mota (bateria) e Pedro Teixeira (baixo). ■