Bombarral com plano estratégico até 2030

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Autarca Ricardo Fernandes garante que o Plano Estratégico está preparado para acolher o novo Hospital do Oeste

Documento apresentado em sessão pública às forças vivas do concelho esta segunda-feira

‘Bombarral, o Coração do Oeste’ serve de mote ao Plano Estratégico aprovado pela Câmara Municipal para orientar os destinos do concelho durante a vigência do novo Quadro Comunitário de Apoio 2021/27. Elaborado pela empresa SPI – Sociedade Portuguesa de Inovação, é um documento orientador das políticas públicas e da atuação municipal que define as prioridades para os próximos sete anos, “identificando projetos estruturantes e entidades a envolver na sua operacionalização”.
Na sessão pública de apresentação do documento, realizada esta segunda-feira no auditório da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Bombarral, o presidente do executivo camarário, Ricardo Fernandes, frisou que “este trabalho resulta de uma grande reflexão com imensos interlocutores”. Trata-se de um documento estratégico orientador mas que não é fechado, ou seja, “pode ser alvo dos necessários ajustes ao longo do seu período de vigência”, caso hajam mudanças de contexto e pelos resultados apurados regularmente através da monitorização do conjunto de 48 indicadores previamente definidos e que constituem o barómetro municipal.
Na base deste trabalho está uma auscultação de várias entidades e personalidades locais, bem como a participação voluntária de munícipes, que totalizaram 52 participações. “Trata-se de algo muito positivo”, elogiou Susana Loureiro, da SPI, durante a apresentação. O quadro estratégico e de ação encerra um conjunto de propostas a serem desenvolvidas e que assentam, sobretudo, na valorização do setor primário, não fosse o concelho do Bombarral muito forte na agricultura, sobretudo na fruticultura e vitivinicultura. É nesse sentido que surge, por exemplo, uma aposta na criação de cursos profissionais e de técnicos superiores, a par da avaliação da viabilidade da criação de uma unidade de investigação de produção de bacelo e vinha e, também, no setor frutícola. No tocante ao turismo, o aspiring Geoparque Oeste é uma componente importante para a promoção do território, associado ao turismo militar, com a criação do Centro de Interpretação da Batalha da Roliça e na dinamização de um grupo de recriação histórica, por exemplo. Para a captação de investimento empresarial, é apontada a criação de um espaço de suporte ao empreendedorismo, espaços para acolhimento empresarial, acompanhado de um plano municipal de atração de empresas que estará dotado de meios e projetos para potenciar este objetivo.
A capacitação e transformação digital passa por dotar os serviços municipais de meios modernos para responder aos novos desafios e há a possibilidade de classificar e delimitar o concelho como território de baixa densidade e, desta forma, poder beneficiar de um conjunto de apoios estatais “para efeitos de diferenciação positiva” e “reforço para a coesão e competividade”. A construção do novo hospital do Oeste no concelho, decidida pelo governo esta terça-feira, está também contemplada neste documento estratégico, que será acompanhado pela implementação de um Plano Municipal de Saúde e Bem Estar e modernização dos equipamentos desportivos. No âmbito da resposta da habitação, está programado um programa municipal de apoio ao arrendamento e ativação de “mecanismos legais” para o aumento do parque habitacional. Na educação figura o Centro Escolar da Delgada, intervenção no centro escolar da vila e criação do Espaço Ciência Viva nas antigas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho. Há ainda outras propostas que abrangem a inovação e coesão social, cultura, mobilidade urbana sustentável e ação climática. Não foram revelados os montantes dos investimentos públicos deste plano mas, segundo Susana Loureiro, “estão contabilizados vários milhões de euros”. ■