Caldas da Rainha tem mais população, mas menos crianças

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A população com mais de 65 anos e a esperança de vida têm aumentado no Oeste | DR

Concelho segue tendência generalizada na região e no país. Registam-se menos nascimentos do que mortes e a faixa com mais de 65 é a que mais sobe.
A população cresce sobretudo pelo saldo migratório

O concelho das caldas da Rainha aumentou de população nos últimos cinco anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, mas da análise por grupos etários observa-se que que o aumento se dá sobretudo acima dos 65 anos.
O concelho ganhou 501 habitantes no grupo etário mais velho. Esta faixa etária corresponde já a 22% da população.
Este incremento contrasta com a diminuição no grupo etário mais jovem, dos 0 aos 14 anos, no qual se verificou uma descida de 430 habitantes.
O saldo do concelho cifra-se num aumento de 201 habitantes entre 2015 e 2019, para 51.726, com aumentos ligeiros na população jovem e na população ativa. Esta última representa 53,7% da população.
Em Óbidos, a evolução é idêntica. O concelho ganhou 167 habitantes para um total de 11.784, mas perdeu no grupo etário mais novo. O concelho tem menos 85 crianças. No entanto, ganhou nos jovens (150) e no grupo +65 anos (107), enquanto a população ativa se manteve praticamente inalterada.
A faixa etária mais avançada representa no concelho 24,1% da população, enquanto a população ativa representa 51,6%.
O Oeste regista um decréscimo de 768 indivíduos, para uma população de 357.749 habitantes.
Em comum, todos os concelhos da região apresentam decréscimo da população do grupo etário mais baixo. Em Alcobaça e Torres Vedras a redução do número de crianças até aos 14 anos supera os 800 elementos.
A região no seu conjunto perdeu igualmente população ativa (entre os 25 e os 64 anos), cerca de 1800 indivíduos. Só em Alcobaça a redução nesta faixa etária superou o milhar de habitantes.
Alcobaça é, de resto, o concelho que mais perdeu população, num total de 1552 habitantes.
Além das Caldas da Rainha e Óbidos, apenas ganharam população os concelhos da Lourinhã, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.

Saldo natural negativo
Há dois fatores principais para o aumento ou a redução da população. Um deles é o saldo migratório, que mede a diferença entre as pessoas que se mudam para o concelho e as que saem, o outro é o saldo natural, que faz o balanço entre nascimentos e mortes.
Em consonância com o aumento da população envelhecida e a redução da população jovem, a região apresenta um saldo natural negativo, de 12.195 indivíduos no ano passado. Isto significa que a população do Oeste decresceria bastante mais sem o fluxo migratório, o que explica o próprio envelhecimento da população.
Alcobaça e Caldas da Rainha são os concelhos que apresentam os saldos naturais mais no negativo, com 228 no primeiro e 215 no segundo, só no ano passado.
Apenas Arruda dos Vinhos apresenta um saldo natural positivo, mas de apenas nove indivíduos.