Caldas Food Festival atraiu público ao centro da cidade

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Ao longo dos três dias, a Avenida 1º de maio transformou-se para receber o evento

A animação ao longo dos três dias foi uma aposta ganha num evento reinventado e que não escapou à polémica.

Durante três dias, a Avenida 1º de maio recebeu o Caldas Food Festival, com 16 food trucks a marcarem presença no evento. O evento atraiu muito público ao centro da cidade, mas ficou marcado pela polémica, dado que se tratou de uma iniciativa que decorreu após ter sido cancelada a 6ª edição do Caldas Street Food.
Além das tradicionais bifanas, cachorros e hambúrgueres, o Caldas Food Festival tinha propostas de comida mexicana, como tacos ou burritos, comida da Transilvânia (Roménia) com os Kurtoskalacs e havia opções vegetarias, por exemplo, as Marítimo’s Bowls. Para sobremesas também não faltavam algumas delícias, doces ou salgadas, entre os quais os crepes e as waffles. E, como o frio se fazia sentir, não faltava o chocolate quente, o café ou bebidas como a ginjinha ou o gin de Alcobaça.
O evento teve a árvore de Natal como pano de fundo, sendo a estrutura um dos atrativos desta iniciativa que, logo no primeiro dia, na sexta-feira, 2 de dezembro, depois da inauguração com a banda da Sociedade Intrução Musical, Cultura e Recreio de A-dos-Francos, “serviu” centenas de pessoas.
À margem da inauguração, o presidente da Câmara das Caldas explicou que o objetivo do evento “é trazer as famílias a um espaço que normalmente tem uma vida diferente da que tem por estes dias, trazer espírito de Natal e convívio”.
Segundo Vítor Marques, além dos comerciantes das food trucks, também os dos estabelecimentos da Avenida 1º de maio beneficiam do evento. “Traz mais gente à avenida”, frisou o autarca, que, quando questionado sobre a mudança na organização do evento, disse que este novo formato “deverá ser para manter”.
Comparativamente com o que era feito anteriormente, o chefe do executivo municipal entende que a diferença estará especialmente ao nível da animação do evento, com vários pólos de animação durante os três dias, entre os quais muita música, animação itinerante e um espetáculo de fogo na noite de sábado. “Penso que traz mais atratividade”, referiu.
Para os mais novos, havia a Casa dos Duendes, um espaço dinamizado por Maria Colibri, com pinturas faciais e muitas brincadeiras, entre as quais um jogo do galo gigante em madeira.

Diferentes conceitos
Entre as food trucks encontramos Rui Rocha, do Pé na Horta, veio do Porto com um conceito saudável que criou em 2018. O fotógrafo, que estudou artes visuais, mudou a sua vida e apostou num conceito de street food. Daí para cá, tem percorrido o país, em vários eventos e festivais. “Este é a primeira vez que venho às Caldas e o festival correu bem, penso que não havia muitos conceitos para o saudável e enquadrei-me muito bem, com um feedback muito positivo”, analisou, referindo que os dois primeiros dias foram muito positivos, com muita gente no evento. “Tivesse São Pedro colaborado e teria sido ainda melhor”, afirmou, elogiando a organização e, em particular, a animação: “Foi ótimo, é para regressar para o ano”.
De mais perto veio Rui Eusébio, o caldense que é responsável pela food truck Eusébio’s. “Venho todos os anos, só não vim no primeiro e este foi o melhor, nota-se a diferença na organização, superou tudo, até a nível de público e de vendas”, disse. O empresário defende, ainda assim, que “se houvesse mais variedade” de conceitos de street food era melhor. “A animação foi muito importante”, sublinhou.
Sentados a comer, vemos Micael Silva e Natacha Andrade, que atravessaram o país, vindos de Portalegre, para passar um dia de Natal nas Caldas. Ficaram surpreendidos com a diversidade de conceitos. “Existe muita variedade de comida, não é só à base de bifanas, cachorros e hambúrgueres”, salientaram. Chegados à cidade termal pela hora de almoço, encontraram poucas atividades, mas iriam ficar para ver o acender das luzes de Natal.