Caldas tem um centro islâmico há dez meses

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A mesquita tem capacidade para mais de 70 pessoas

Funciona na Rua Fonte do Pinheiro e é um espaço de oração, mas também de encontro, de apoio e de convívio para a comunidade muçulmana

Há quase um ano abria nas Caldas um centro islâmico.
Numa antiga loja, na Rua Fonte do Pinheiro, o centro funciona todos os dias e recebe, diariamente, os muçulmanos que residem na região e que ali vão fazer as suas orações.
Nos dias normais são cerca de uma dezena de fiéis, mas às sextas-feiras, dia sagrado, o número aumenta para mais de meia centena.
“A mesquita tem capacidade para mais de 70 pessoas”, refere ao nosso jornal Ahmed Raza, presidente da Associação Dawat E Islami Portugal.
“Esta é uma associação que existe em 150 países e que é não política e não tem fins lucrativos, que traz “uma mensagem de paz”. De resto, frisa Ahmed, “o significado do Islão é paz”.
Nascido no Paquistão, mas criado em Moçambique, Ahmed está em Portugal há quase cinco anos. Veio para fundar o primeiro centro islâmico da associação em Portugal, em Odivelas.
Caldas foi o segundo local que escolheram para abrir uma mesquita.
“Nas Caldas há uma grande comunidade islâmica, mas não tinham um sítio para rezar, tinham que ir para Lisboa”, explica o presidente da associação. Daí terem arrendado este espaço para abrirem o centro.
“Também já comprámos um espaço para abrir uma mesquita em Setúbal e queremos também abrir no Porto”, revela à Gazeta das Caldas.
A comunidade é composta por pessoas de diferentes países, como Paquistão, Bangladesh, Egipto, Marrocos, Guiné Bissau, Brasil, Moçambique e também portugueses.
Alguns dos fiéis têm até a chave do centro, para poderem ir rezar quando querem.
Além do apoio social e de ser um espaço para as orações, o centro islâmico é também um ponto de encontro e convívio para a comunidade. “Ao domingo fazemos comida e convidamos toda a gente, muçulmanos ou não, para virem comer connosco”, conta.
Um dos objetivos de Ahmed passa mesmo por dar uma imagem melhor do que é o islão, porque sentem que é muitas vezes conotado com situações menos benéficas.
Para o futuro gostariam de vir a ter uma classe apenas para mulheres.
No centro islâmico das Caldas o imame (sacerdote muçulmano que preside às cerimónias do culto) é Ifran Attari e todos os dias realizam-se as cinco rezas virados para Meca. ■
Caldas foi o segundo local no país onde a associação abriu um centro islâmico