Câmara das Caldas contesta Programa para a Orla Costeira

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A Lagoa de Óbidos passa a estar integrada no programa que quer combater a erosão costeira até 2028 | D.R.

A Câmara das Caldas não concorda com restrições à construção junto da orla costeira (sobretudo na zona da Serra do Bouro) previstas no novo Programa para a Orla Costeira Alcobaça-Cabo Espichel (POC). Este instrumento de ordenamento tem por meta combater a erosão costeira até 2028 e abrange 224 quilómetros de costa repartidos por 12 concelhos, entre Alcobaça e Sesimbra. Integra também a Lagoa de Óbidos, no que diz respeito ao plano de água e zona terrestre de protecção.

1 COMENTÁRIO

  1. Com a falta de planeamento e desenvolvimento equilibrado das regiões do país, o litoral tornou-se local de apetite voraz. As câmaras municipais, em vez de disciplinarem a construção, argumentam que o obreirismo é sinónimo de receitas e mais uma vez perde o desenvolvimento e compromete o equilíbrio saudável. Perdido o caráter selvagem e natural tende-se cada vez mais para um território completamente tomado de assalto segundo os interesses privados, privatizando em exagero áreas que deviam ser de todos e a todos acessíveis. Numa época em que urge fazer educação ambiental e preservar áreas naturais, cada vez se assiste mais a uma invasão de casas, casinhas e casarões em tudo o que é área natural, de arriba ou com rara e privilegiada beleza paisagística e ainda por cima com estradas verdadeiramente privativas, que servem apenas uma única casa e cães a ladrar! Parece que o cidadão comum fica com os “ossos”! O que se passa com Portugal? é assim tão difícil dizer STOP ao crescimento absurdo e desmesurado?Às vezes acho que somos governados por adolescentes-galitos rebeldes, ignorantes e imberbes, arrogantes e petulantes! os mesmos que se preparam para andar para aí com drones a espiolhar a vida privada dos outros, que é crime: deviam ir para as áreas florestais do interior do país, vigiar incêndios! É este o Portugal dos que servem os interesses monetários e só pensam no vil metal das receitas? Ciclovias para meia dúzia de privados, para inglês ver, inacessíveis ao cidadão comum ? em vez de incentivar usos quotidianos da bicicleta? e chama-se a isto “descarbonizar” a economia ?
    Primeiro porque Portugal é dos portugueses e a paisagem é de todos e é lamentável que esta geração de políticos locais engravatados pouca ou nenhuma sensibilidade ecológica tenha, passando a vida a corrigir erros anteriores, depois de reclamações. No fim ainda irão votar darem seus próprios nomes às ruas da cidade. É preciso não saber o que é um “ecossistema” para autorizar a torto e a direito a construção civil sem regras e planeamento que respeite o que é natural e deve ser preservado. Há um “limite de carga” para tudo, exceto para o oportunismo político dos que, quais “pavões do betão” atraem a “fêmea da construção” com danos irreversíveis para a beleza o equilíbrio natural, com despesa acrescida do erário público a servir meia dúzia, talvez não a mais “necessitada” para sorver dinheiros públicos. A nível ambiental Caldas é uma lástima ( de se lhe tirar até a “rainha” envergonhada e vexada!), sem planeamento urbano, “rossios na rua da betesga” por tudo quanto é sítio, ficando só a “cloaca” que a todos envergonha. É preciso também saber dizer “não”, simplesmente não autorizar em nome do equilíbrio ambiental dos vindouros.