Câmara vai ajudar o hospital das Caldas com 400 mil euros

0
1043
Este ano foram distinguidas 22 personalidades e entidades em diversas áreas

A Câmara das Caldas quer ajudar o Hospital das Caldas com 300 mil euros em obras no serviço de Obstetrícia e 100 mil euros para aquisição de equipamentos. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Tinta Ferreira, durante a cerimónia de entrega das medalhas, no Dia da Cidade, que pretende garantir que aquela unidade hospitalar caldense do CHO “funcione minimamente”, uma vez que o Estado “não investe”, disse o autarca.
Numa cerimónia bastante emotiva, foi homenageado o antigo presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro (falecido recentemente), e distinguidas diversas personalidades e instituições caldenses.

“O Estado central investe muito pouco e só o faz em situações de emergência”, disse Tinta Ferreira, anunciando que a Câmara irá atribuir 400 mil euros à unidade caldense do CHO para garantir que esta “funcione minimamente”. A proposta de protocolo a estabelecer com a administração do centro hospitalar prevê o apoio de 300 mil euros para obra a realizar no serviço de Obstetrícia e mais 100 mil euros para a aquisição de equipamentos para os serviços de Cardiologia, Obstetrícia/Ginecologia, Medicina Física e Reabilitação e Patologia Clínica.
A parceria envolverá ainda uma intervenção para recuperação do monumento Jardim de Água, de Ferreira da Silva, e a formalização da cedência, aos fins-de-semana, do espaço atrás do Chafariz das 5 Bicas para estacionamento de autocarros.
O CHO viu alterada a sua forma jurídica e passou a ser uma Entidade Pública Empresarial com uma capital social de 7 milhões de euros. Verba que Tinta Ferreira classificou de “insuficiente”.

Tinta Ferreira anunciou que nos próximos três anos serão investidos 30 milhões de euros em obras

“Não consigo perceber esta estratégia do Estado”, disse o autarca, reconhecendo publicamente a vontade da administração do CHO (também presente no evento) em procurar resolver os problemas daquela instituição.
No seu discurso, Tinta Ferreira, deixou ainda um apelo a particulares e empresas da região para que colaborem também na aquisição de equipamentos.
Fazendo notar que não quer substituir a administração central, o autarca considera que esta é a única alternativa para se criarem melhores condições de trabalho para os profissionais e atraírem novos.
Referindo-se à criação de um novo hospital para o Oeste, o autarca disse não ter “nada contra” e que, juntamente com os seus colegas oestinos, está a bater-se pela inscrição de verba no quadro comunitário para a sua concretização. Reconheceu, porém, que “muito dificilmente” a nova unidade será construída nas Caldas, mas prometeu lutar para que isso aconteça.

Actuação dos dançarinos Miguel Fernandes e Patrícia Carmo, campeões nacionais de danças latinas

Homenagem ao homem de “coração grande”

O discurso do autarca ficou também marcado pela emotividade quando falou de Luís Ribeiro, de quem era amigo desde a juventude na JSD e com quem conviveu de perto na vida autárquica, tanto nas funções de presidente da Assembleia Municipal, como depois como adjunto do presidente. O homem “de coração grande”, como Tinta Ferreira o lembrou, era também leal, corajoso, espontâneo e com grande sentido de humor.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara falou ainda sobre outras matérias importantes para as Caldas, como é o caso das dragagens na Lagoa de Óbidos, que estão previstas começar ainda este ano. Já em relação à modernização da Linha do Oeste as notícias não são tão optimistas. Tinta Ferreira lamentou as “promessas não cumpridas” e o atraso da obra, cuja decisão está dependente do Ministério das Finanças. “Os prazos estão claramente ultrapassados, mas não devemos desistir da luta pela requalificação da linha do Oeste, que é decisiva para as Caldas da Rainha”, disse.
O autarca elencou vários projectos e obras desenvolvidas pelo município e que tem contribuído para o aumento das exportações, de emprego e do número de turistas. Nos próximos três anos serão investidos mais de 30 milhões de euros na reabilitação urbana, requalificação da rede águas e saneamento, intervenções em escolas e na Igreja de Nossa Sra do Pópulo e a construção da Escola Teatro da Rainha e Unidade de Saúde Familiar de Santo Onofre, entre outros.
Nos próximos tempos várias artérias da cidade estarão cortadas para se procederem a intervenções ao nível do subsolo e depois repavimentadas.
A intervenção do presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, também foi marcada pela temática da saúde. O responsável lembrou que as assembleias municipais das Caldas, Torres Vedras e Peniche estão empenhadas em reivindicar melhorias para o CHO e que a construção do novo hospital do Oeste seja um dos projectos a integrar o Plano Nacional de Investimentos do governo.
A cerimónia, que tal como nos anos anteriores, decorreu no CCC, começou ao som dos ritmos latinos do pasodoble, rumba e cha cha cha, dançados pelos campeões nacionais de danças latinas Patrícia Carmo e Miguel Fernandes.