Centro Hospitalar propõe que gestão do Parque e da Mata seja entregue à Câmara Municipal

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A Câmara das Caldas deverá assumir a gestao dos dois maiores espaços verdes da cidade

O Centro Hospitalar Oeste Norte já enviou à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) uma proposta de protocolo para a entrega à Câmara das Caldas da gestão e manutenção do Parque D. Carlos I, Mata Rainha D. Leonor e Chafariz das Cinco Bicas.
“Na sequência de todo um processo que tem vindo a ser trabalhado com a autarquia e das declarações públicas feitas no 15 de Maio, o CHON enviou à ARS uma proposta de protocolo no sentido de darmos substância a um possível acordo de transferência da gestão e manutenção, embora a propriedade se mantenha no âmbito do Ministério da Saúde”, explicou Carlos Sá, presidente do Centro Hospitalar.
Para o responsável, faz todo o sentido que seja a autarquia a assegurar a manutenção destes espaços, tendo em conta a falta de vocação do Centro Hospitalar para esta gestão. “O dinheiro que é utilizado para a manutenção e gestão deste património é retirado à actividade clínica e médica. É dinheiro que deixa de haver para tratar doentes, para que possamos tratar do Parque e da Mata”, comentou.
À administração do Centro Hospitalar convém que o processo seja rápido, até porque alguns contratos de manutenção do Parque e da Mata estão a terminar. Carlos Sá quer que as verbas que recebem sejam apenas “alocadas ao seu objectivo, que é tratar doentes”, principalmente numa altura em que “há uma maior restrição das verbas postas ao dispor”.
No último ano a administração tem vindo a cortar nos gastos na manutenção do Parque e da Mata, tendo até acabado com a segurança privada a operar naqueles espaços. “É verdade que reduzimos a segurança privada que tínhamos, e também no Parque, mas ao mesmo tempo contactámos a PSP, no sentido de fazerem uma maior fiscalização”, explicou Carlos Sá.

A administração do CHON fechou as casas de banho para evitar que fossem vandalizadas

Casas-de-banho encerradas por causa do vandalismo

As casas-de-banho públicas do Parque D. Carlos I, um dos locais mais turísticos das Caldas e por onde passam diariamente centenas de pessoas, estão encerradas há mais de dois meses, por decisão da administração do CHON que se cansou de estar sempre a substituir equipamentos que eram sucessivamente vandalizados.
“Há uma enorme falta de civismo por parte de algumas pessoas, que levaram a que nós não tivéssemos outra alternativa, a não ser encerrar as casas-de-banho temporariamente”, referiu Carlos Sá.
Segundo o responsável, foi colocado um cartaz a direccionar as pessoas para as casas-de-banho públicas junto ao Hospital Termal, mas este também foi retirado por alguém.
De qualquer forma, quando são solicitados, ou no caso de decorrer algum evento no Parque, o CHON disponibiliza um funcionário para manter em funcionamento as casas de banho. Isso não aconteceu na feira das velharias de Maio, o que provocou alguns protestos dos vendedores que tiveram de usar as instalações sanitárias do café Pópulus, mas Carlos Sá garante que se tratou de um caso pontual, que não voltará a acontecer.
O CHON está também à espera de uma resposta do Centro de Emprego das Caldas para a colocação de um desempregado no local, no âmbito dos programas ocupacionais (durante o tempo que estão a trabalhar, recebem um bónus no subsídio de desemprego que equivale a uma bolsa mensal de perto de 80 euros).

Pedro Antunes

pantunes@gazetadascaldas.pt