Cerveja artesanal atraiu milhares de pessoas

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Pelo recinto do evento era possível provar diversas variedades de cervejas artesanais

Primeira edição do Caldas Beer Fest superou as expetativas. Consumidos mais de 2500 litros de cerveja em dois dias

Durante o passado fim-de-semana a Expoeste recebeu o primeiro Caldas Beer Fest, um festival dedicado à cerveja artesanal que durante o sábado e o domingo animou aquele espaço, atraindo milhares de pessoas (entre as quais uma grande parte de estrangeiros que residem no Oeste).
A estrela deste festival é, logicamente, a cerveja artesanal e nesse campo havia uma grande diversidade de oferta. De cerveja chilli (picante), a cerveja com castanha, não faltavam opções para os amantes desta bebida provarem.
Em termos de produtores estiveram presentes os da cerveja Bordallo (a quem coube a curadoria do evento), da Malaica (Caldas), da Brighops e RIMA (Rio Maior), da Duna e da Andsome Beer (ambas da Lourinhã), da Mean Sardine (Ericeira), da aGuardada (Óbidos) e da 5 e meio (Mafra). A estes juntou-se a sidra Sidrada, também ela da região Oeste, mais precisamente, do Bombarral. Esteve ainda a cerveja Kunha (de Leiria).
Mas nem só de cerveja artesanal se fazia o primeiro Caldas Beer Fest. Ora, com a cerveja vai bem… um bom petisco. No recinto havia várias carrinhas de street food, a maioria da região, com diversas ofertas, desde a bifana ao choco frito, passando pelos hamburgueres e cachorros quentes e pela comida asiática ou mexicana. Depois sabe bem, claro, um doce, seja um crepe, uma fartura ou outro, e café.

A animação constante, com música ao vivo com grupos locais a atuarem desde a tarde até ao encerramento, foi uma imagem de marca e um atrativo. Além disso, havia ainda uma zona de lounge, dinamizada pelo Cabaret Voltaire.
A feira de artesanato com um total de 37 bancas também trazia valor a um evento onde não faltava até uma barbearia, serviço de massagens e também de tatuagens. E, num evento pensado para as famílias, para os mais novos havia insufláveis e outras animações.
“O balanço foi altamente positivo, no primeiro dia tivemos cerca de quatro mil pessoas”, afirmou ao nosso jornal o presidente da direção da AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste, Jorge Barosa, acrescentando que os próprios participantes elogiaram a iniciativa. “Queremos que este espaço, mensalmente, tenha cá um evento, seja ele organizado pela AIRO, pelo município ou por uma terceira entidade, o objetivo é todos os meses haver aqui uma dinâmica”, explicou o responsável pela associação que gere o pavilhão desde agosto do ano passado. Para tal a AIRO contratou uma equipa destinada ao desenvolvimento dos eventos, que é liderada por Luís Ferreira. Este esclareceu que convidaram a cerveja Bordalo, que há anos esteve no espaço de incubação da AIRO (Caldas Empreende), para assumir a curadoria do evento, que envolveu um total de 250 pessoas na organização e participações.
Os próximos eventos na Expoeste serão uma exposição de dinossauros e uma nova edição do Átrio Criativo no primeiro fim-de-semana de abril. Segue-se a Feira da Educação da Gazeta das Caldas e, no final do mês, a Feira das Antiguidades. Sérgio Félix, secretário geral da AIRO, revelou que este será um evento a repetir anualmente e que também poderá ser desenvolvido noutros municípios. Um dos grandes objetivos da AIRO passa por combater a sazonalidade e dessa forma apoiar as empresas da região. “O espaço está aberto a receber pessoas e empresas com ideias de eventos para a sua dinamização”.
Já Pedro Azevedo, da Cerveja Bordallo, descreveu o evento como “fantástico”. No caso da Bordallo venderam os 360 litros que tinham. “Em média cada cervejeira terá vendido 250 litros, pelo que foram mais de 2500 litros de cerveja nos dois dias”, explicou, salientando a variedade na oferta e também o espírito que se viveu no evento e entre os próprios cervejeiros, onde reinou o companheirismo. “Um agradecimento a todos pela participação, porque o primeiro ano é sempre um tiro no escuro, mas foi lindo”, afirmou. ■
ivicente@gazetadascaldas.pt