Chocolate tem levado milhares de pessoas a Óbidos

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Multidão no evento mais doce do ano em Óbidos

Personagens de banda desenhada pela vila e a novidade do chocolate com insetos marcam edição deste ano do evento

Um pouco por toda a vila de Óbidos há, por estes dias, super-heróis e personagens de banda desenhada. Ora vemos imagens, ora nos cruzamos com eles a passearem pelas ruas, ora apreciamos as suas esculturas feitas de chocolate. É que este ano é a banda desenhada que dá mote à 19ª edição do Festival Internacional do Chocolate de Óbidos.
O evento mais doce do ano na vila medieval começou no dia 10 de março e tem atraído milhares de pessoas. No sábado, por exemplo, durante a tarde, as filas de espera para cada sítio eram enormes.
Com um programa do evento e um passaporte (que depois de carimbado dava acesso a uma poção mágica – já lá vamos) na mão, seguimos à descoberta e somos logo brindados com várias barraquinhas antes da Porta da Vila e, no ar, um agradável cheiro a chocolate. Há dele de diversas formas, de diferentes tipos e variedades de sabor. Uma tentação…
Na Porta da Vila fazem-se as primeiras selfies, junto ao lettering do evento e, ao entrar, ao som da música que ali é tocada, encontramos o espaço dos showcooking, no auditório da Casa da Música (também já lá vamos!). Depois, descemos e em direção ao Largo de São Pedro e, na Óbidos Chocolate House vemos uma grande fila para ir ver as esculturas de chocolate, uma das grandes atrações. Temos a Mónica (de A Turma da Mónica), o Pateta, o Homem Aranha, o Tom e o Jerry, o Lucky Lucke com o seu cavalo e ainda o Astérix e Obélix, todos em tamanho grande. Estes últimos, por exemplo, são fruto de 290 horas de trabalho e 455 quilos de chocolate! Durante o festival estão também a ser produzidos um Tintin, com o seu amigo Milu, e um Lobisomem, mas isso é no Salão do Chocolate, já no interior da Cerca do Castelo.
Seguindo o nosso percurso, depois da Óbidos Chocolate House, vimos o lançamento de um livro na Casa José Saramago, antes de seguirmos para a Praça de Santa Maria, onde está montada uma Grand Place du Chocolat, uma esplanada ao estilo francês, onde há comida e música ao vivo. Vemos, no Museu Abílio, a exposição BD2 e vamos em direção ao Largo de São Tiago, onde encontramos uma nova grande fila na entrada para a cerca. É ali que funciona o espaço da EHTO e a bilheteira. Depois de entrarmos na Cerca, encontramos um artista a graffitar um mural e a Casa do Chocolate by Dots, onde é oferecido a cada visitante um dónut personalizado por si.
Seguimos para o Salão do Chocolate, o tal que já referimos, vemos o espaço Wine & Chocolate Joaquim Arnaud e terminamos a visita na Estação Melgão Cacau e Chocolates, uma interessante iniciativa que consegue replicar todo o processo desde a fava do cacau até ao chocolate e dar a entender o que é, afinal, este produto. Com os carimbos no passaporte, o dia termina no Miradouro do Jogo da Bola, com a tal poção mágica, que no Festival do Chocolate de Óbidos é… um chocolate quente!

Chocolate com… insetos!
No espaço de showcooking encontramos o chef Francisco Siopa, curador do festival, que nos apresenta uma cerveja de cacau e o chocolate com insetos, um dos destaques desta edição. Um interesse que surgiu quando provou, sem saber, umas trufas com grilos e ficou “fascinado”. O valor proteíco e a diminuição da pegada ecológica são vantagens. “Há 30 anos em Portugal ninguém comia sushi, era peixe cru”, fez notar, defendendo que o futuro passa pela inclusão de insetos na alimentação.
Por este espaço já passaram diferentes chefs, com receitas inovadoras. O cabrito serrano com jus de chocolate, o peitinho de codorniz com molho de chocolate negro, o gelado de chocolate branco e algas e o esparguete de chocolate são exemplos.
O festival termina este fim-de-semana, no dia 26 de março. ■