Contrato Local de Desenvolvimento Social de Alcobaça e Nazaré chega ao fim

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Autarcas e responsáveis pelo projecto foram unânimes em considerar que “muitos frutos positivos” se colheram com este projecto nos últimos três anos

De nada serviu o pedido de prorrogação feito ao Instituto de Segurança Social pelas autarquias de Alcobaça e Nazaré. O projecto “Mais Participação, Mais Cidadania, Mais Desenvolvimento”, o Contrato Local de Desenvolvimento Social dos dois concelhos, chegou mesmo ao fim no passado mês de Abril.
Para trás ficam três anos de trabalho em rede, que teve como eixos prioritários o Emprego e Qualificação, a Intervenção Familiar e Parental, a Capacitação da Comunidade e Instituições, Informação e Acessibilidades.
Os resultados deste três anos ainda não são conhecidos, mas há cerca de dois meses os responsáveis pelo projecto garantiram  à Gazeta das Caldas que mais de 2. 500 pessoas participara nas actividades relacionadas   com o  emprego,  formação e  empreendedorismo,  às quais se juntavam cerca de 300 participantes nas actividades do núcleo intervenção familiar e parental e outros tantos nas iniciativas integradas no Fórum Jovem e Fórum Família. Nas contas entram ainda mais de mil pessoas nas sessões de informação dirigidas à população mais idosa, números possibilitados pelo trabalho da equipa multidisciplinar constituída por sete técnicos e pela colaboração de cerca de uma centena de entidades.Na sessão de encerramento do projecto, realizada no passado dia 18 de Abril em Valado dos Frades, foram muitos os elogios feitos às iniciativas desenvolvidas pelo projecto.
Vânia Ribeiro, coordenadora do projecto, salientou ainda o facto de as actividades do projecto terem chegado às 21 freguesias que compõem os concelhos de Alcobaça e Nazaré e afirmou-se certa “de que o projecto contribuiu para o desenvolvimento local através das diferentes intervenções, de capacitação dos jovens, das famílias e dos técnicos e pela criação e fortalecimento das parcerias, como o grande garante da sustentabilidade”.
Já a presidente da direcção do Centro Social de Valado dos Frades, a entidade coordenadora do CLDS, disse que este foi “uma aventura, uma resposta dada em prol do bem comum, apenas com um objectivo no horizonte: disponibilidade para servir em verdade e justiça a comunidade, dando o que temos”.
Presente na sessão esteve ainda a responsável pelo Centro de Desenvolvimento Social do Centro de Segurança Social de Leira, Lídia Semião. Na sua opinião, “houve grande intervenção junto da comunidade dos dois concelhos, a vários níveis, ligada sobretudo à área do emprego, das responsabilidades a nível de intervenção junto das famílias e das crianças, aspectos que são de valorizar e que irão certamente combater a exclusão social e a pobreza”.

Autarquias em consenso na avaliação positiva

No balanço dos três anos de “Projecto +” a vereadora responsável pela Acção Social da Câmara de Alcobaça, Mónica Baptista, diz que “trabalhou-se em equipa, trabalhou-se muito bem e conseguiu-se alcançar frutos que gostaríamos de ver de alguma forma em continuidade”.
As autarquias podem empenhar-se em manter no terreno algum do trabalho que tem dado frutos. Mas num quadro ideal esta continuidade teria o apoio da Segurança Social. “Este trabalho é muito mais proveitoso e chega à população com muito mais eficácia e maior eficiência se este projecto tiver pernas para andar e efectivamente for prorrogado”, defendeu a vereadora.
Ainda assim, Mónica Baptista garante que “vale a pena olhar para trás e verificar que muitos frutos, e frutos muito positivos, foram colhidos. Chegámos a muita gente que carecia de respostas sociais”, assegura.
Também a vereadora da Câmara da Nazaré, Mafalda Tavares, diz que “muito se fez, muito se trabalhou e certamente muito se vai continuar a trabalhar aproveitando os frutos que resultaram deste trabalho” que “não convém perder-se”. Um trabalho que assume maior importância dada a conjuntura actual, “em que cada vez mais temos solicitações das famílias e dos jovens para obterem respostas por parte das entidades”, diz a vereadora.
Mafalda Tavares considera que “projectos como este são muito importantes e cabe-nos a nós, instituições, aproveitar as experiências e a aprendizagem que adquirimos para continuar a promover a inclusão social dos cidadãos”.
Ao longo de três anos o “Projecto +” contou com uma verba de cerca de 800 mil euros, assegurados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pelo Fundo Social Europeu, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013. O alvo das acções foi definido depois de um diagnóstico social que notificou cerca de 3.800 casos a necessitar de apoio, sobretudo devido a situações de desemprego, nos concelhos de Alcobaça e Nazaré.

Joana Fialho
jfialho@gazetadascaldas.pt