Câmara das Caldas reforça apoio a entidades que prestam apoio aos mais vulneráveis

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Para diminuir as dificuldades da população considerada mais vulnerável, a autarquia caldense implementou um conjunto de medidas, que passam pelo reforço na entrega de bens alimentares, pagamento de refeições e alojamento, entre outros apoios sociais.

Com o fechar de portas de muitos restaurantes devido à pandemia da covid-19, as instituições que habitualmente forneciam refeições às pessoas em situação de maior vulnerabilidade, nomeadamente sem-abrigo, deixaram de ter acesso a esses bens na cidade das Caldas.
Para fazer face a essa situação, a Câmara reforçou a Refood e um grupo de voluntários, orientado pelo cidadão Joaquim Sá, com géneros alimentícios e produtos de higiene, como é o caso de enlatados (atum, salsichas), leguminosas, arroz, massa, batatas, azeite, óleo, sal, leite, guardanapos, papel higiénico, entre outros.
Paralelamente e, através do trabalho em rede com as IPSS e Juntas de Freguesia do concelho, estão a ser identificadas as pessoas em situação de maior carência e isolamento, com vista ao fornecimento de refeições, assegurando a Câmara o pagamento das mesmas.
“Fazemos notar que nos espaços onde as entregas são efectuadas são tomadas as devidas precauções de higienização e distanciamento social, sendo as refeições entregues a uma pessoa de cada vez”, justificam os serviços sociais da autarquia.
Dados recentes da Câmara referem que existem nas Caldas perto de duas dezenas de pessoas em situação de sem-abrigo, a sua maioria homens, muitos deles recorrendo à prática de arrumadores de carros e, normalmente, com dependência de estupefacientes ou álcool e problemas do foro mental. De acordo com a vereadora Maria da Conceição Pereira, os serviços sociais acompanham estes casos e, após a identificação das necessidades, analisa-os individualmente, sendo depois encaminhados para diversos serviços, nomeadamente alojamento (quartos), alimentação, vestuário e outros apoios sociais. A autarca realça que uma das maiores dificuldades que encontram é a de falta de colaboração, por parte destas pessoas, em aceitar alterar os seus hábitos e rotinas. E dá mesmo um exemplo recente: “um idoso em situação de sem-abrigo, após um longo período de tempo em tentativa de intervenção aceitou integrar a Estrutura Residencial para Idosos. Contudo, depois de ali ter permanecido durante um mês, optou por voltar ao seu modo de vida anterior”.
Entre as medidas lançadas pelo governo de combate à pandemia do novo coronavírus está a proibição da prática de arrumar carros.

SERVIÇOS PRESTAM ESCLARECIMENTOS

Os serviços sociais prestam esclarecimentos sobre apoios pecuniários que esta população pode solicitar, nomeadamente o Rendimento Social de Inserção (RSI), sendo que, muitos deles, são beneficiários de pensões. Ao nível dos comportamentos aditivos, a equipa de tratamento das Caldas da Rainha assegura os serviços de enfermagem, medicação (metadona) e atendimentos via telefone, salvo casos urgentes, enquanto que no que respeita à saúde mental, estão “asseguradas” as consultas de psiquiatria, assim como a administração de medicação injectável, quer no Centro Hospitalar, quer no Centro de Saúde, concretiza a autarca.
Para a população com mais de 65 anos, que se encontre em situação de vulnerabilidade ou isolamento, e que não possa deslocar-se à rua, a autarquia disponibiliza um serviço de apoio para aquisição de alimentos, medicamentos ou outros, através do contacto com o Serviço de Acção Social.
A Universidade Sénior Rainha D. Leonor está a divulgar informação útil relativa à covid 19 e os professores fazem sugestões de actividades, livros, música, exercícios físicos e até dicas de informática.
Está também prevista uma intervenção de proximidade com os alunos, através de contacto telefónico, para ver se estão bem e dar-lhes uma palavra de conforto.
No que se refere à situação de vítimas de violência doméstica, os serviços garantem a continuidade do serviço prestado pelo Gabinete de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica e fizeram sensibilização junto da comunidade, tendo por objectivo a sinalização de eventuais situações de risco que possam ocorrer.