Cortejo de oferendas rendeu 127 mil euros, o segundo maior valor de sempre

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O Cortejo de Oferendas dos Bombeiros deste ano rendeu cerca de 127 mil euros, num aumento de quase três mil euros face a 2018. Este foi o melhor resultado, apenas superado pelos 133 mil euros de há dois anos. Na cerimónia, que decorreu na tarde do passado domingo, sentiu-se a falta de Abílio Camacho, que por motivos de saúde não pôde estar presente.

 

Este ano o cortejo de oferendas dos Bombeiros das Caldas rendeu mais de 127 mil euros. Este é o segundo maior valor de sempre, superado apenas pelos 133 mil euros de 2017.
Este valor é a soma do peditório realizado em cada freguesia do concelho, junto com os donativos da Câmara e do próprio corpo de Bombeiros (que doaram mais de 8.850 euros à própria associação). Em relação ao ano passado o cortejo rendeu mais quase três mil euros.
Depois da entrega dos cheques surgiu o novo carro florestal de combate a incêndios, um Renault com 420 cavalos e que tem um depósito de 3700 litros de água e um chassis apropriado para todo o terreno. É dotado de duas bombas de combate a incêndio, uma de grande potência acoplada ao veículo (e que utiliza a energia hidráulica e não a energia do veículo. Isso permite arrancar com a bomba a trabalhar, por exemplo, num caso de necessidade de fuga) e tem ainda outra bomba auxiliar (com seis cavalos, que já permite fazer o rescaldo).
“É um veículo com muita capacidade de água, muita autonomia de trabalho e sobretudo muito versátil, que nos permite ir a qualquer ponto do terreno”, fez notar Nélson Cruz, comandante dos Bombeiros das Caldas. Por outro lado, este carro permite também uma diminuição que ronda os quatro a cinco minutos entre o momento do alerta e a chegada ao teatro de operações. Pode parecer pouco, mas esses minutos têm uma importância fundamental no combate aos incêndios florestais, conseguindo começar o combate numa fase inicial. “Somos o único corpo de bombeiros do concelho e as distâncias ainda são consideráveis. As subidas que fazemos nas rotundas até chegar ao Imaginário são bastante íngremes e veículos com 3.000 ou 4.000 litros de água naturalmente sobem de forma lenta. Este já sobe a uma velocidade superior”.
Os bombeiros ficam assim com seis veículos florestais de combate a incêndios. A viatura – cujo chassis é em segunda mão (data de 2005), tem um novo encarroçamento feito em alumínio – e custou cerca de 75 mil euros tendo a autarquia colaborado com 36 mil.
Esse é um dos auxílios do município aos seus soldados da paz, assim como a repavimentação da parada e um reforço de 24 mil euros do subsídio geral anual para ajudar a suportar a renda do estacionamento dos bombeiros (que passaram a pagar este ano), valor que corresponde a sensivelmente metade da renda.
Agora será necessário um investimento a rondar os 3000 euros para equipar o carro com todo o material necessário, como mangueiras e outros elementos.
No final da entrega dos cheques e da apresentação do carro, realizou-se a cerimónia oficial no interior do quartel, seguindo-se um concerto da cantora Rebeca.

remodelar a frota

Nelson Cruz agradeceu à população, mas também aos próprios bombeiros. “É um orgulho ser o vosso comandante”, afirmou.
Nos últimos cinco anos foram substituídas todas as coberturas (ainda existiam algumas de amianto), o pavimento foi arranjado e o quartel pintado. Adquiriram-se 21 ambulâncias e dois veículos de combate a incêndios florestais.
Entretanto será necessário começar a remodelar a frota, porque as ambulâncias que compraram em 2016 já contam 300.000 quilómetros. Só este ano, e apenas em acções de transporte de doentes e socorro, já se contabilizam 665 mil quilómetros. “No próximo ano vamos precisar de arranjar mais uma ambulância de transporte múltiplo e contamos em três a quatro anos adquirir um novo veículo tanque de grande capacidade, que o nosso tem mais de 30 anos e começa a ser difícil encontrar material para fazer a manutenção”, explicou.
Entre as necessidades mais urgentes está ainda a compra de 20 a 30 equipamentos de protecção individual para combate a incêndios urbanos, que custam 800 euros cada.
“Precisamos do nosso presidente, que é um homem que vive e respira bombeiros, com ele torna-se tudo mais fácil”, resumiu Nelson Cruz.
Tinta Ferreira também salientou que a associação “tem sido dirigida por um grande homem, o Abílio Camacho”, a quem desejou rápidas melhoras. O autarca destacou “o quanto a população caldense reconhece e se orgulha dos seus bombeiros”.