Demora a encher o lago do Parque gera queixas

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Objetivo foi tentar poupar mais de 20 mil euros através do aproveitamento das lamas
A demora a encher o lago do Parque D. Carlos I, que foi esvaziado em meados de janeiro, tem gerado queixas.
À Gazeta das Caldas, Pedro Brás, presidente da União de Freguesias de N. Sra. Pópulo, Coto e São Gregório (que é a entidade responsável pela gestão do parque), explicou que este hiato se deveu a uma tentativa de aproveitamento das lamas do lago. “Tentámos poupar mais de 20 mil euros ao erário público”, esclareceu. É que, não podendo aproveitar as lamas, é necessário contratar uma empresa que as limpa e vende, mas que, logicamente, cobra esse serviço. Só que “a análise das lamas demorou mais”, explicou.
Foi pensado o seu transporte, mas a solução era inviável, pelo que, ao nosso jornal, Miguel Monteiro, da União de Freguesias, garantiu que “já foi contratada uma empresa que vai começar a trabalhar na aspiração das lamas na segunda-feira, para se começar a encher no final da semana”.
Pedro Brás esclarece que a limpeza das lamas é paga ao quilo, pelo que convém a quem paga (que somos todos nós) que estejam o mais secas – e, portanto, leves – possível. O autarca frisa também que, mesmo depois de limpo, o lago ainda demorará a encher, uma vez que, tal como ocorreu há dois anos na última limpeza, este não será cheio com água da rede pública. “Com a seca que temos não o vamos fazer!”, exclamou. “Não vai encher de um dia para o outro”, avisa, mas será cheio com águas da nascente da Mata. Às queixas relativamente ao bem-estar dos animais, Pedro Brás assegura que “foi feita uma vistoria com a GNR e a veterinária” municipal e que todas as condições estão garantidas. “Colocámos água na ilha e temos os peixes em incubadoras com água e oxigénio, que aquelas espécies nem necessitariam”, esclareceu. ■