Dia aberto da CRAPAA atraiu três centenas

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A CRAPAA celebrou 22 anos no dia 9 de abril, mas celebrou-os no dia 16 do mesmo mês

CRAPAA assinalou 22.º aniversário com um dia aberto de caráter lúdico e educativo

A CRAPAA – Caldas da Rainha Associação Protetora dos Animais Abandonados celebrou 22 anos de vida ao serviço dos animais no dia 9 de abril, tendo festejado o aniversário no dia 16 do mesmo mês, com um dia aberto. Foram cerca de 300 as pessoas presentes no evento, de acordo com a voluntária Milene Francisco.
“Apesar do abrigo ser mais retirado, apareceram bastantes pessoas, mais do que o que estávamos à espera”, partilhou, salientando que cerca de cinco famílias demonstraram interesse na adoção de cães.
Houve atividades para todos, miúdos e graúdos, entre passeios com os amigos de quatro patas, pinturas faciais e uma mesa para os mais pequenos desenharem, fora o insuflável.
Várias bancas preencheram o recinto, umas de doces e bebidas, como a de Lucy Broadhead, que levou compotas caseiras, mas também cremes biológicos, outras de peças de cerâmica de autor, nomeadamente a de Marty Wheeler Davison e da Silver Coast Ceramics, e ainda a de bijuteria para humanos e caninos da Liliana Alves Jewelry, sem esquecer a de artigos de roupa em segunda mão, da CRAPAA. A van da pizzaria Boa Vista serviu pizzas feitas na hora, e o grupo Well Seasoned acrescentou umas batidas ao ambiente, em que não faltou o Sol.
No final da atividade, os vendedores doaram uma parte ou mesmo a totalidade das receitas obtidas à associação. Como não podia deixar de ser, cantaram-se os parabéns e sopraram-se as velas, e os cães também tiveram direito a um bolo especialmente feito para si.
De acordo com Linda Cockle, o evento foi “muito bem sucedido no que toca a mudar a perceção que as pessoas têm do abrigo”, o que considera fulcral devido aos “comentários negativos”, que se “espalham muito rapidamente”, fruto do desconhecimento do funcionamento da associação, com que se tem confrontado ao longo dos seis anos em que tem trabalhado como voluntária na CRAPAA. “Isso é muito prejudicial para sítios como o nosso, porque dependemos quase a 100% dos donativos.”
A componente educativa e de sensibilização igualmente desenvolvida pela associação esteve presente aquando da visita aos espaços do canil e da apresentação das pessoas aos cães. “E elas ficaram tão surpreendidas com o tamanho do canil, com todo o espaço verde onde os cães podem brincar”, relatou, acrescentando que as pessoas puderam ver “como os cães são bem tratados e que são felizes e estão bem”.
Neste momento, a CRAPAA tem à sua responsabilidade cerca de 60 cães, entre os presentes no abrigo e os que estão entregues a famílias de acolhimento temporário ou permanente. As famílias de acolhimento temporário abrigam os cães que estão a recuperar de operações ou cachorrinhos, quando nascem ninhadas. Já as famílias de acolhimento permanente aplicam-se aos cães “mais seniores”, rematou a voluntária Milene Francisco. ■