Dois exemplares de tubarão-azul avistados na Lagoa de Óbidos

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Dois exemplares de tubarão-azul, conhecido também por cação ou tintureira, com cerca de 2,5 metros de comprimento, foram avistados na Lagoa de Óbidos, no Braço da Barrosa, junto ao Cais Palafítico do Nadadouro, esta segunda-feira, informaram os municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos num comunicado conjunto.

Segundo comunicado da autarquia, a informação foi comunicada pelo biólogo e operador turístico Miguel Azevedo e Castro e confirmadas pelas imagens registadas por Manuel Torres.

Esta espécie de tubarão (Prionace glauca) é bastante comum nas águas portuguesas, mas a apesar de ser frequente encontrá-la nas águas costeiras, a sua presença na zona interior da Lagoa “é um evento extremamente raro e deverá ser encarado como casual”, refere o município obidense. “O percurso da Aberta até ao Braço da Barrosa terá resultado, muito provavelmente, da atividade alimentar desta espécie que envolve, sobretudo, a captura de peixes pequenos, chocos e lulas”, continua.

A autarquia refere que “o mais provável será que estas duas tintureiras voltem ao mar de forma autónoma (o que já poderá ter acontecido)” e deixa a recomendação para que, caso alguém volte a avistar os animais no interior da Lagoa, a observação seja reportada à Capitania do Porto de Peniche e ao ICNF para que possam ser resgatados e devolvidos ao mar.

O comunicado refere ainda que os Municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos tomaram as diligências devidas, informando a Autoridade Marítima, o ICNF e a Proteção Civil – Comando Sub-Regional do Oeste para a presença dos dois exemplares de tubarão-azul na lagoa.

“Embora tradicionalmente vistos como predadores que atacam banhistas, essa imagem cinematográfica dos tubarões não corresponde de todo à realidade e os casos pontuais de acidentes ocorrem noutras latitudes. Na verdade, são espécies frágeis e, na sua maioria, em risco de extinção”, acrescenta o comunicado.

Mesmo assim, em caso de avistamento, não é recomendável a permanência dentro de água. “Estas espécies não devem ser perseguidas, encurraladas ou tocadas uma vez que, se sentirem ameaçadas, podem ter alterações comportamentais que envolvem risco para as pessoas”, conclui a nota.

 

Assista ao vídeo partilhado pela Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos