Escola Nacional de Saúde Pública fundamenta posição das Caldas sobre novo Hospital

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A autarquia já fez o pedido a esta entidade, que está também a elaborar a estratégia municipal de saúde pública, a apresentar no início de 2023

Na sequência da proposta do estudo encomendado pela OesteCIM, que aponta um terreno no concelho do Bombarral como a melhor solução para a localização do novo Hospital do Oeste, a Câmara das Caldas está a desenvolver esforços no sentido de mostrar que o equipamento deverá ficar neste concelho. Nesse sentido, já contactou a Escola Nacional de Saúde Pública para fundamentar esta opção, tendo por base critérios objetivos.
Este estabelecimento de ensino superior, que integra a Universidade Nova, está também a realizar o estudo Perfil de Saúde e Qualidade de Vida do Município, que deverá estar concluído em inícios do próximo ano. Este plano irá apresentar respostas “aos problemas de saúde no concelho em todas as valências, desde os cuidados primários aos hospitalares e termal”, explicou o presidente da Câmara, Vítor Marques, à Gazeta das Caldas.
A questão sobre as diligências que o executivo está a fazer relativamente à construção do novo hospital nas Caldas foi colocada, na sessão de câmara de 18 de julho, pelo vereador socialista, Luís Patacho, na sequência do envio do relatório preliminar, por parte da OesteCIM, ao Governo. Uma “decisão inusitada, à revelia do presidente da Câmara das Caldas (que se encontrava de férias e fez-se representar pelo vice-presidente, Joaquim Beato), para enviar um estudo do qual ainda não temos conhecimento”, disse o socialista. “Qual é a pressa para se decidir sobre o envio de um relatório que ainda não existe?”, questionou o vereador, adiantando que não consegue compreender esta decisão.
Também o presidente da Câmara mostrou o seu desconforto com a tomada de decisão da OesteCIM sobretudo pelo facto do assunto não constar da ordem de trabalhos da reunião e porque, apesar de já o ter pedido por duas vezes, ainda não teve acesso ao estudo (partes já concluídas), mas apenas à apresentação que foi feita.
O autarca informou ainda que há um mês que fez um pedido para reunião com Pedro Folgado, que reiterou na semana passada, depois de ter tido conhecimento do que se passou no Conselho Intermunicipal, mas para a qual ainda não obteve resposta. “Estou a aguardar, pela segunda vez, que nos seja entregue o estudo, e estou a aguardar que marquem a reunião com o presidente da CIM para podermos perceber porque há procedimentos que não estão a ser desenvolvidos e que espero vir a ter resposta”, concretizou.

Regular o estacionamento
Os vereadores do PSD propuseram a abertura de concurso público para o projeto de silo automóvel, a criar no parque de estacionamento existente ao pé da estação e da Avenida 1º de Maio.
Os social-democratas referem que, tendo em conta a assinatura do auto de consignação da obra de requalificação e electrificação da Linha do Oeste no troço Torres Vedras-Caldas da Rainha, era importante proceder à abertura de concurso público para que o projeto seja executado em “tempo devido” para parque de estacionamento de complemento àquela linha.
Entendimento diferente tem o PS. Na opinião do vereador Luís Patacho, um silo na Avenida 1.º de Maio é um “erro de planeamento”, uma vez que é como que “convidar” mais carros para uma zona central da cidade. Por outro lado, entende que um “edifício dessa natureza, em frente a uma “peça” como é o edifício da Estação, deprecia a Avenida”. Luís Patacho defende que a localização do estacionamento deve ser no final da Rua 15 de Agosto, num terreno da autarquia, com a construção de um interface que acolha serviços e espaços de reuniões.
Vítor Marques refere que o executivo está a estudar as duas possibilidades, mas reconhece que na Rua 15 de Agosto pode evitar um aumento do tráfego na cidade.
A Câmara das Caldas pretende também avançar com a colocação de parquímetros na cidade, sobretudo nas zonas de mais comércio e serviços, de modo a possibilitar uma maior rotatividade dos veículos. O levantamento já tinha sido feito pelo anterior executivo e o atual considera que “está adequado à realidade”, pelo que irão concretizá-lo. “Queremos ainda lançar o concurso este ano”para a prestação do serviço, disse Vítor Marques, especificando que pretendem que seja uma empresa a fazer a gestão, controle e fiscalização dos parquímetros, tal como acontece noutras cidades. ■