Este ano o agrupamento conta com 115 elementos, sendo a maioria crianças

Início deste ano fica marcado pelo regresso das atividades presenciais após o confinamento que a pandemia obrigou. Os 115 escuteiros podem voltar a jogar, brincar e fazer os famosos acampamentos

 

“A ausência física foi muito difícil de gerir”, assume Márcia de Nóbrega, chefe do agrupamento de escuteiros 337, das Caldas. Com a pandemia, os escuteiros procuraram seguir as orientações do Corpo Nacional de Escutas e chegar aos escuteiros através das novas tecnologias.
“Escutismo na internet não é escutismo, mas foi o possível”, nota a responsável. Nesse sentido, os caminheiros (secção entre os 18 e os 22 anos) desenvolveram o Jogo do Agrupamento, com desafios relacionados com técnicas de escutista, como, por exemplo, fazer nós, decifrar códigos ou fazer construções, mas também outros que tinham o intuito de envolver as famílias dos escuteiros, nomeadamente em desafios culinários e outros mais ligados a uma vertente cultural.
Entre os dois confinamentos houve um momento em que o agrupamento retomou as atividades presenciais, optando então por locais como o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor e mostrando que “o escutismo pode ser feito em qualquer lugar”, mas o aumento de casos de infeção por covid-19 obrigou a novo confinamento para conter o avanço da pandemia.
O regresso às atividades presenciais deu-se no sábado, 9 de outubro, sob o mote “Vamos aprender a navegar”, com muitos jogos didáticos. “Era uma abertura muito esperada, com imensos jovens, praticamente ninguém faltou”, salienta a responsável. O dia iniciou-se com o ritual de passagem de secções, seguiram-se jogos pela cidade e culminou numa missa. “Temos vindo a receber muitas inscrições”, contou Márcia de Nóbrega, explicando que nas Caldas contabilizam-se atualmente 115 escuteiros, sendo a grande maioria (cerca de 95) abaixo dos 22 anos.
“O contacto com a natureza é do que mais gostam, porque não o têm, não estão habituados”, afirma. “Com a evolução tecnológica, algumas competências sociais, e não só, não são desenvolvidas. Os escuteiros são uma escola de educação não formal que permite aos jovens serem mais completos”, refere a dirigente, notando que é um fator preferencial em várias empresas na hora de contratar recursos humanos.
A tolerância, a cooperação, o trabalho em equipa, a liderança, o sentido de orientação são algumas dessas competências que são trabalhadas através de jogos, de atividades de acampamento e da vida religiosa. “A escola do escutismo marca a diferença”, defende Márcia de Nóbrega.
Nova direção no agrupamento
O agrupamento teve eleições no passado mês de julho, sendo Márcia de Nóbrega eleita chefe de agrupamento, Nathalia Reis chefe de agrupamento adjunta, tendo Andreia Berto como secretária e Flávio Monteiro como tesoureiro.
No primeiro ano o mote da nova Direção dos escuteiros das Caldas é “Vamos Aprender”, segue-se, no segundo, o “Vamos Construir” e no terceiro o “Vamos Conquistar”, que coincide com o 50º aniversário do agrupamento. Um dos grandes objetivos é, nesse ano, levar os escuteiros caldenses numa viagem até aos Açores.
Previstas estão também duas exposições: uma, já em 2022, referente aos 50 anos do Núcleo do Oeste. A mostra está a percorrer os mais de 30 agrupamentos e chega às Caldas da Rainha em março do próximo ano. Segue-se outra mostra, essa em 2023, e que irá tratar o cinquentenário do agrupamento 337. ■