Faltam médicos especialistas no CHON

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notícias das CaldasA Medicina Interna é a especialidade onde existe mais carências de médicos nas unidades do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), que abrange os hospitais de Alcobaça, Caldas da Rainha e Peniche.
Segundo um estudo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), cujos dados foram revelados pelo Jornal de Leiria, Portugal precisa de cerca de 600 especialistas em Medicina Interna e o CHON tem uma carência de 24 clínicos desta especialidade.

No entanto, o presidente do Conselho de Administração do centro hospitalar, Carlos Sá, comentou à Gazeta das Caldas que relativamente ao número apontado para Medicina Interna “a necessidade afigura-se exagerada”.
“Os números apresentados referem-se a um estudo preliminar cujas conclusões não foram ainda adoptadas e, por isso, não cremos que se justifique qualquer comentário aos aspectos específicos e parcelares do estudo realizado”, comentou quando confrontado com os dados avançados pelo Jornal de Leiria.
Os dados do estudo revelam que os hospitais do distrito de Leiria têm um défice de 175 especialistas e que os recursos médicos do país estão mal distribuídos.
O documento, intitulado “Actuais e Futuras Necessidades Previsionais de Médicos” tem como objectivo identificar a diferença entre as necessidades de cobertura de médicos no Serviço Nacional de Saúde (por especialidade médica e por área de prestação de cuidados  nos hospitais, centros de saúde e rede de cuidados continuados) e o número expectável dos mesmos numa perspectiva de médio e longo prazo (horizonte temporal de 2020), considerando os efectivos existentes e a previsão de saídas de médicos do SNS.
“O CHON enfrenta, de facto, alguma carência de especialistas em determinadas valências, as quais temos procurado colmatar através da contratação externa e da abertura de concurso para as vagas existentes no mapa de pessoal”, concluiu Carlos Sá.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Primeiro há carência de médicos, provocada deliberadamente pela corporação e porque os vários governos se submeteram às pressões do lobby médico, depois os que podem e estão insatisfeitos, vão para lugares mais organizados e apelativos