Festa e homenagens no 95º aniversário da Misericórdia

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Os três homenageados, Maria José Castro, Lalanda Ribeiro e Manuel Ferreira

Instituição comemorou os 95 anos de existência com festa, largada de balões e uma homenagem a três antigos mesários

Uma festa com música e comes e bebes no pátio do edifício da Santa Casa da Misericórdia, na passada sexta-feira, assinalou o 95º aniversário da instituição.
Os antigos mesários, Lalanda Ribeiro, Manuel Ferreira e Maria José Castro foram homenageados num evento que contou também com uma largada de 95 balões.
Emocionado, Lalanda Ribeiro, disse que era “um gosto” rever tantas caras familiares. “Já não os via há uns anos, por força das circunstâncias”, notou o anterior provedor, que exerceu o cargo durante 34 anos. “Tenho recordações muito boas, cada vez que aqui passo à porta as saudades são grandes, mas era altura de parar”, referiu.
A provedora, Maria da Conceição Pereira salientou que “as portas estão sempre abertas”. À Gazeta explicou que atualmente sentem a “necessidade de fazer a requalificação de várias zonas e de património”. A obra da cozinha, avaliada em cerca de meio milhão de euros, começa este ano. “Estamos a trabalhar para a requalificação da Casa de Repouso para transformar num ERPI com outra qualidade e queremos requalificar o ERPI 1, que é o lar mais antigo”.
Depois, no espaço que era conhecido como o Pinto das Bicicletas pretendem criar um centro de noite (idosos que vivem sozinhos passarem aqui as noites), ou residências autónomas para os jovens que acolhem terem a sua vida independente a partir dos 18 anos. “Estamos a dialogar com a Segurança Social para nos ajudar a definir o que é mais necessário”, referiu.
Têm também realizado pequenas intervenções, como a criação de uma sala para colaboradores e uma biblioteca para os utentes. Mas para fazer todas estas obras seriam precisos cerca de 4 milhões de euros. “Em termos financeiros a SCMCR está organizada e tem património, mas não queremos vender património se não for para investir na requalificação”, disse.
Numa casa com 150 colaboradores, que trabalham com centenas de utentes (100 idosos, mais 60 em S.A.D. e 30 crianças e jovens, aos quais se juntam 75 no jardim de infância e a cantina social), a provedora Maria da Conceição Pereira salientou a aposta na formação dos recursos humanos. “Este é um trabalho difícil”. ■