Finalistas do ensino secundário em projecto educativo durante três dias no CHON

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Durante as férias do Natal, 12 alunos finalistas de escolas secundárias das Caldas, Alcobaça e de Peniche tiveram a oportunidade de constatar in loco se é acertada a escolha de uma profissão na área da Saúde.
Durante três dias, os estudantes viram o que fazem vários profissionais, desde médicos, enfermeiros até a outros profissões técnicas também ligadas ao sector. “É um mundo”, dizia um dos jovens, que estuda numa das escolas secundárias caldenses e que quer seguir Medicina, no decorrer deste projecto educativo “Hospital, uma porta aberta”.

Os participantes que estiveram no CHON entre os dias 26 e 28 de Dezembro vieram das escolas secundárias caldenses, Raul Proença e Rafael Bordalo Pinheiro assim como da Escola Secundária D. Inês de Castro (Alcobaça) e da Escola Secundária de Peniche.
Todos escolheram a área da Saúde mas nem todos têm a certeza da especialidade que querem seguir. Como tal nada melhor do que poder, durante três dias ver como funcionam os serviços como a Urgência Geral e Pediátrica, a Imagiologia, a Patologia Clínica, a cirurgia e o Bloco Operatório, o Internamento de Obstetrícia  e de Ginecologia, a  Neonatologia, o Bloco de Partos, a Gastrenterologia, a Medicina Física e de Reabilitação e a  Hidrologia.“Este é um programa que estamos agora a iniciar e que pretende a abertura do hospital à sociedade civil”. Palavras de Carlos Sá, o presidente do Conselho de Administração do CHON, satisfeito com o decurso das visitas destes alunos a vários serviços hospitalares para, deste modo, “permitir-lhes um contacto directo com as diferentes áreas e profissões que se exercem num hospital” e assim “dar-lhes um conhecimento mais prático e com isso ajudá-los quando tiverem que tomar uma decisão sobre a via profissional que querem escolher”, acrescentou.
Segundo o administrador, o projecto pedagógico “Hospital, Porta Aberta – Projecto Educativo” terá continuação para os alunos finalistas do secundário nas férias da Páscoa e do Verão.

Ver como tudo funciona e sentir a emoção do Bloco Operatório

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Mariana Lucas, de Alcobaça, quer ser médica e vai tentar a Pediatria ou a Cirurgiaqueriam ou não seguir a área da saúde

Mariana Lucas veio da Escola Secundária Inês de Castro, em Alcobaça para fazer parte deste projecto pedagógico. Na sua opinião, esta experiência no CHON, “está a ser óptima pois pretendo seguir Medicina e aqui já tivemos a oportunidade de assistir a endoscopias, à remoção de um pólipo no intestino e até em assistir a um parto natural”.
Para a jovem de 17 anos, esta experiência “vai ajudar-me a tomar decisões em relação à escolha da especialidade”. O que está fora de questão, para esta estudante, é a Enfermagem e a Gastrenterologia. Na verdade, as áreas que mais aprecia são “talvez Pediatria ou a Cirurgia”.
Ainda indeciso entre seguir Medicina ou Ciências Biomédicas está Francisco Olivença da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. Como tal apreciou ter vindo participar neste projecto pedagógico que “inicialmente pensava que era sobretudo teórico mas não foi. Temos podido assistir e contactar directamente e de ver como funcionam as diferentes áreas”.

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Francisco Olivença ainda não decidiu se segue Medicina ou Ciências Biomédicas

O estudante de 18 anos gostou de assistir às endoscopias e como não teve oportunidade de assistir ao parto, seguia para o Bloco Operatório para ver se ainda podia assistir a alguma intervenção cirúrgica. “Nestas visitas também estivemos nas Urgências e em outras áreas como a Patologia ou a Radiologia”.
Francisco Olivença acha que esta “é uma boa oportunidade de comprovar se queremos mesmo uma carreira na área da saúde ou não. Vou recomendar aos meus colegas que vivam esta experiência”, rematou.
“Ainda não decidi se vou seguir alguma área da Saúde ou relacionado com outras ciências”. Quem o diz é Inês Oliveira , estudante da Escola Secundária de Peniche. Está satisfeita com a participação neste projecto pois “permite-nos ficar com uma visão diferente do funcionamento global de um hospital”.

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Inês Oliveira, de Peniche, acha que o funcionamento de um hospital é similar ao de uma grande empresa

A jovem de 17 anos acha que  os médicos têm o papel principal mas na verdade um hospital “tem uma estrutura enorme, como se fosse uma grande empresa e com vários órgãos muito importantes”.
Para a aluna finalista por tudo isto “escolher saúde não chega, é preciso ser muito mais específico”. Inês Oliveira apreciou ter tido a oportunidade de ver áreas como a Patologia ou a Imagiologia pois desta forma “ficamos a saber o que fazem várias profissões desde os enfermeiros aos técnicos de radiologia”.
Gonçalo Pimenta, 17 anos, é estudante na Escola Secundária Raul Proença, nas Caldas da Rainha e está certo que vai seguir Medicina. “Está tudo a correr bem mas tenho que continuar a trabalhar muito para chegar ao meu objectivo”. Sobre a especialidade acha que  talvez escolha Oftalmologia.
A visita ao CHON “fez-me encarar a decisão e esta realidade de uma forma diferente”.

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O caldense Gonçalo Pimenta vai seguir Medicina e adorou assistir a duas cirurgias

O que mais gostou, durante estes três dias, foi o facto de estar no Bloco Operatório e “assistir a duas cirurgias uma delas uma apendicectomia (a remoção da apêndice que estava inflamada) e de sentir aquela emoção do Bloco Operatório”.
Gonçalo Pimenta considera que esta experiência “é uma óptima oportunidade de ver como é o dia-a-dia de um hospital”, rematou.