Geoparque Oeste é oficialmente um Geoparque Mundial da UNESCO

0
479

A partir de hoje, o território do Geoparque Oeste passa a ser reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO. Esta chancela é concedida pela Rede Global de Geoparques e validada pelo Conselho Executivo da UNESCO a este território que integra os municípios de Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Peniche e Torres Vedras. O Geoparque Oeste passa a ser o 6º Geoparque Mundial da UNESCO em Portugal, e um dos mais de 200 territórios com esta chancela em todo o mundo.

Para João Serra, representante do município da Lourinhã, na presidência da direção da AGEO – Associação Geoparque Oeste, “este é um momento histórico para a região Oeste, mas sobretudo para estes seis municípios que vêem agora todo o seu território e produtos reconhecidos pela UNESCO. Acredito que este não é apenas um momento importante, será certamente a primeira pedra de um legado para as futuras gerações, pois passarão a olhar para o seu património natural e local como algo de excecional e único.”

O coordenador executivo do Geoparque Oeste, Miguel Reis Silva, afirma que “este reconhecimento é fruto do trabalho, da vontade, da visão e ambição dos municípios que integram o Geoparque Oeste, pois sempre acreditaram que esta é a estratégia de desenvolvimento regional que devem preconizar, alicerçada na geologia, na biodiversidade, no respeito e promoção das tradições, dos costumes e das pessoas que são o rosto deste Oeste único. O que a UNESCO hoje reconhece não é só o património, é acima de tudo a identidade de um território com história e com vontade de mostrar que é no pensar local que está a valorização do que é seu e no bem receber a quem nos visita.”

O Geoparque Oeste é assim reconhecido por mais de uma dezena de espécies únicas de dinossauros, pelos quatro ninhos de dinossauros, pelo reconhecimento de um dos pontos estratigráficos de referência mundial – a Ponta do Trovão, pelas suas áreas protegidas, mas também pela presença do Homem dos primórdios das civilizações, à sua história, costumes e tradições que remontam do início da constituição de Portugal como nação.

A Associação Geoparque Oeste – AGEO foi criada em 2018 tendo em 2019, nomeado como coordenador executivo Miguel Reis Silva e como coordenador científico o professor Nuno Pimentel. Ainda nesse ano iniciou-se o processo de constituição da equipa técnica e científica. Em 2020, a equipa técnica e científica iniciou os trabalhos de diagnóstico e pesquisa relacionados com os geossítios, mas também um conjunto de atividades que permitiram o desenvolvimento do mapa de geossítios, dos catálogos de programas educativos e programas turísticos, assim como a criação de redes de trabalho e parceria por todo o Geoparque Oeste. Em 2022 foi submetida a candidatura à Rede Global de Geoparques, seguida da visita técnica ao território dos avalidores desta Rede em 2023. Em setembro desse ano a Comissão Executiva da Rede Global de Geoparques aprovada a candidatura que apresenta mais de 440 referências bibliográficas e 15 geossítios de reconhecimento internacional. Em 2024 é atribuída a chancela de Geoparque Mundial da UNESCO.

Com a chancela de Geoparque Mundial da UNESCO, o território destes seis municípios passa a ter três chancelas UNESCO, sendo as outras duas: as Berlengas – Reserva da Biosfera da UNESCO e Caldas da Rainha – Cidade Criativa UNESCO do Artesanato e Artes Populares. Por outro lado, o território da Comunidade Intermunicipal do Oeste, que integra doze municípios, incluindo os seis que integram o Geoparque Oeste, passa a reunir 5 chancelas UNESCO, onde para além das já referidas conta-se ainda o Património Mundial da UNESCO, o Mosteiro de Alcobaça e Óbidos Cidade Criativa UNESCO da Literatura.