Grande Regata com oferta desportiva, lúdica e alimentar reforçada

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Houve um reforço da atividade desportiva e lúdica em parceria com associações desportivas e escolas locais, para complementar a “competição” no lago, à semelhança do que acontecia no passado

A Grande Regata conta, desde o ano passado, com um programa desportivo e lúdico complementar ao passeio no lago, e que este ano foi reforçado, bem como a oferta de street food, assim proporcionando animação das 9h30 da manhã de dia 3 de junho às 02h00 do dia seguinte.
“O ano passado já começámos por ter algumas atividades físicas ao longo do dia, mas, este ano, temos mais, e também quisemos investir mais em ter atividades para os mais pequenos”, explicou Sara Lopes, da Gazeta das Caldas.
Houve insufláveis da Supimpa Kids e animação com artes manuais e pinturas faciais, entre outras, proporcionada pelos alunos de profissional da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, ETEO e Externato Dom Fuas Roupinho, e as mais diversas modalidades desportivas, terrestres ou aquáticas, estiveram igualmente presentes, com aulas e demonstrações durante a manhã.

As atividades desportivas não faltaram. Na foto, o Crossfit Lusíadas

Houve condição física com a Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha, atividades com a Associação de Kempo das Caldas da Rainha, um treino dos petizes do Caldas Sport Clube que decorreu no Parque das Bicicletas, mas também aulas abertas de B’Active do Balance e do Crossfit Lusíadas, sem esquecer as atividades promovidas pelo Hóquei Clube das Caldas, os jogos de xadrez da Associação Peão Cavalgante e, ainda, canoagem integrada no Desporto Escolar do Agrupamento de Escolas Raul Proença.
Afinal, no século XIX e inícios do século XX, para além das regatas, também se praticava toda uma panóplia de atividades desportivas, como o críquete, a patinagem, o ciclismo ou o ténis, para além dos serões culturais no Clube de Recreio (fundado em 1836).
Esta atividade recreativa e recriadora que é a Grande Regata possui, pois, também um caráter associado à promoção de estilos de vida saudáveis, salientado por Hélder Almeida, vogal do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), que colabora na organização do evento através do Museu do Hospital e das Caldas.

José Antunes construiu uma prancha de surf durante o evento com a ajuda do filho

“Estas atividades não são importantes apenas na questão do desporto em si mesmo, da atividade física, mas também para a saúde mental, para as pessoas sentirem-se bem na sua comunidade, estarem em convívio, e isso, para nós, é importante”, afirmou.
José Antunes, da Yoni Surfboards, empresa da Amoreira (Óbidos), onde também tem um projeto de construção de casas, esteve a construir uma prancha de surf completamente de madeira, chamada alaia, durante o dia, feita à semelhança das primeiras pranchas usadas no Havai. Sendo mais maciça e com menor flutuabilidade, foi mais rápida de fazer que as suas pranchas “mais comerciais”, ocas por dentro e com uma estrutura, que implicam cerca de 60 horas de trabalho, face a cerca de quatro a cinco no caso da primeira, havendo ainda as de espuma, que utilizam dez a 12 horas.
“É a prancha mais sustentável que há porque é só mesmo madeira, e depois no fim leva um óleo de linhaça apenas para ajudar a impermeabilizar”, referiu. E a madeira utilizada é proveniente das árvores do género Pauwlónia que cultiva nos terrenos do pai, em Oleiros, Castelo Branco, queimados pelos incêndios, as quais já se contam em mais de meio milhar, ou das Criptomérias que planta nos Açores, sendo que, por cada prancha que faz, planta uma árvore, que permite a realização de cerca de 20 pranchas de surf.

André Lopes esteve a vender ilustrações, sacos e meias retratando ícones das artes

André Lopes, licenciado em Artes Plásticas pela ESAD, também se estreou no evento a vender a sua arte, entre ilustrações, totebags ou meias com impressões de retratos de ícones da música e das artes plásticas. Participa também em feiras, sendo a próxima em São Martinho do Porto. O artista já expôs no Centro Cultural e de Congressos (CCC) e no Hospital Termal.
Presentes estiveram ainda 20 bancas de artesãos, junto ao Céu de Vidro, a comercializar os mais diversos produtos. ■