Há pessoas a viver em tendas no Parque e Mata

0
447
A tenda, montada junto ao jardim das rosas do Parque

União de Freguesias de N. Sra. Pópulo, Coto e S. Gregório, PSP e Ação Social da Câmara estão a trabalhar na resolução

Nas redes sociais causou alarme uma fotografia de uma tenda montada no Parque D. Carlos I, junto ao jardim das roseiras.
Pedro Brás, presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório explicou aos jornalistas que “o parque expulsa as pessoas quando fecha, mas rebentam a rede na parada e voltam a entrar”. O autarca nota também que “as pessoas são livres, não são pessoas inimputáveis”, pelo que “não é o executivo que pode agarrar nas pessoas e tirá-las e a PSP também não pode. Tem que ser a Ação Social a persuadi-los de viver nestas condições”, frisa. Nesse sentido procuram encontrar alternativas, embora neste caso não esteja, para já, a ser fácil. “Já falámos com eles, durante o dia para desmontarem a tenda e que encontramos alternativas, mas não querem, preferem viver à margem da sociedade. Estamos a tentar controlar e a persuadi-los a sair, porque não é o sítio mais indicado”, esclareceu. Ao contrário dos primeiros boatos não se tratam de migrantes asiáticos. “É um senhor de nacionalidade portuguesa”, esclareceu, admitindo que também tem conhecimento de uma situação de uma tenda na Mata à qual procurarão também dar resposta. A autarquia de base, que é responsável pela gestão destes dois espaços, está a trabalhar em conjunto com a PSP e os Serviços de Ação Social da Câmara no sentido de solucionar este problema. Juntos têm realizado várias rondas noturnas apeadas, em diferentes dias e horários, pelo parque, “mas nunca encontramos ninguém. A única pessoa que encontrámos foi um senhor que estava no telheiro com dois cães. Arranjámos sítio para ele mas ele disse que não saía, até para um sítio que tinha, precisamente porque não tinha local para os animais, então encontrámos lugar para os cães”, explicou. O autarca afirmou também que “está quase tudo tratado para termos vídeo-vigilância e tem havido menos vandalismo no Parque”. ■