Hour of Code mostrou que programar pode ser fácil e divertido

0
515

IMG_4745“O objectivo desta iniciativa foi mostrar aos alunos que programar pode ser fácil e divertido”, disse Carla Jesus, professora de Informática da Escola Rafael Bordalo Pinheiro (ESBRP), em relação aos três workshops que decorreram na escola no âmbito da Semana da Educação das Ciências de Computação.
O Hour of Code (Hora do Código) foi uma iniciativa que decorreu um pouco por todo o mundo. Uma hora dedicada por inteiro à programação informática para mostrar que esta não é nenhum bicho de sete cabeças.
“Vivemos num contrasenso, em que existem muito mais vagas de emprego na área das ciências da computação e muito menos nas áreas das matemáticas e ciências, mas a escolha dos alunos é a inversa”, observa a professora.
Face ao cada vez menor número de alunos nos cursos de engenharia informática e ciências computação, “é preciso fazê-los perceber que a programação é acessível, não é só para génios”, sublinha a professora.
A iniciativa contou com a adesão de mais de 10 milhões de alunos em 180 países, com tutoriais em 30 idiomas, possíveis de resolver sem qualquer tipo de experiência e numa faixa etária dos 4 aos 104, refere a página portuguesa do Hour of Code.
Na ESBRP não foi uma hora, mas hora e meia, o tempo de duas aulas. Duas turmas do Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos organizaram três workshops diferentes em três salas de aula, abertos à comunidade escolar. Participaram cerca de 70 alunos, entre os quais uma turma da escola vizinha, a D. João II.
Carla Jesus refere que, mesmo que os alunos não sigam a profissão de programador, aprender este tipo de linguagem “é muito útil porque desenvolve o raciocínio e estimula a resolução de problemas, competências que é importante que os alunos adquiram”.
Para além da programação para computador, esta é uma área com cada vez mais saída, tanto a nível profissional, como em complemento de outras actividades, também pela disseminação do mercado das aplicações para tablets e smartphones. Esta é mesmo uma área que os alunos do ESBRP têm desenvolvido no curso profissional. “Há alunos a fazer PAP no desenvolvimento de aplicações para smartphones e tablets, é uma área que queremos desenvolver mais porque o futuro passa muito por aí”, acrescenta Carla Jesus.
Os alunos encarregues de organizar os workshops também tiraram fotografias e fizeram filmagens para a produção de um video de um minuto sobre o que é programar, com o qual vão participar num concurso da Associação Nacional de Professores e Informática.

Carla Jesus volta a receber distinção da Microsoft

Carla Jesus, professora de Tecnologias de Informação e Comunicação da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (ESBRP), revalidou para 2016 o título de Professor Inovador da Microsoft, que já conquistou no ano passado.
Esta distinção é atribuída pelo gigante da informática aos docentes que se empenham na utilização da tecnologia no ensino. “Este tem sido o meu trabalho nos últimos tempos e é muito bom vê-lo reconhecido”, refere a professora, que no ano passado começou por ser uma das 800 de todo o mundo a entrar no programa e acabou como uma das 300 seleccionadas a fazer uma formação na sede da Microsoft em Edmonton.
Este ano voltou a ser desafiada para concorrer e a ser uma das seleccionadas, através de um projecto com os alunos de turismo da ESBRP. Esse trabalho consistiu na criação de uma visita virtual à escola através do programa Microsoft PhotoSynth. “A visita virtual não está completa, não conseguimos cobrir tudo com o tempo que tínhamos, mas está disponível no site do agrupamento”, conta Carla Jesus.
A experiência vivida ao longo deste ano foi compensadora e, por isso, a professora espera que 2016 “seja um ano igualmente cheio de experiências porque os contactos e a partilha com professores de todo o mundo é algo que não tem preço”.