Jovens manifestaram-se pela liberdade nas ruas da cidade

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Jovens marcharam pelas ruas com cartazes e gritando palavras de ordem

Mais de uma centena de jovens marchou pelas ruas da cidade, entoando palavras de ordem pela liberdade

 

“Fascismo nunca mais, 25 de Abril sempre”, começaram por gritar os jovens ao sair da Praça 25 de Abril, pelas 14h40 de quinta-feira, para uma marcha de mais de uma hora pelas ruas da cidade e que terminaria com uma concentração na Praça da Fruta. Mais de uma centena de pessoas, a sua maioria jovens, respondeu à chamada do coletivo Cardume, composto por estudantes da ESAD. CR, e participou na 1ª marcha pelo 25 de Abril das Caldas da Rainha, defendendo causas como o direito à saúde, à educação e à habitação e, acima de tudo o “orgulho em sermos livres”.
Na Praça da Fruta, elementos do Cardume, leram o manifesto onde lembraram o “Levantamento das Caldas”, a 16 de Março de 1974, mas também a vontade de celebrar um Abril descentralizado, “porque a Liberdade dinamizou-se por todo o lado e a revolução ressoou em cada um, independentemente do local onde se encontrava”. Os jovens lembraram o fim da guerra colonial, mas também que em muitas áreas Abril continua por cumprir, dando como exemplos a pobreza e precariedade em que vivem muitos cidadãos, a falta de acesso à saúde e à habitação, o racismo, a homofobia e transfobia e a violência policial, entre muitos outros.
Os jovens apontaram o dedo também aos problemas que se vivem nas Caldas, nomeadamente com os salários baixos, a exploração dos trabalhadores migrantes, o valor das propinas e a falta de acesso, por parte dos estudantes, à habitação. “Se as Caldas é, de facto, uma cidade criativa, onde é que estão os postos de trabalho na cultura? Porque é que quem cá estuda, não consegue cá ficar?”, defendendo a valorização do trabalho artístico.
No manifesto que leram, os jovens defenderam a independência da Palestina e o boicote às “importações e financiamentos israelitas”, dizem “não reconhecer os dois deputados eleitos pelo Chega no distrito”, frisando que as Caldas “tem de ser uma cidade ativamente antifascista”. Apelaram à união e apoio mútuo para para continuar a lutar “não só pelo que faltou cumprir, mas também por novas necessidades”, com a garantia de que não deixarão “que se fechem as portas que Abril abriu”.
Vários jovens tomaram da palavra para realçar a importância de se manifestarem e defenderem os seus direitos. Convidada a participar, Adélia Duarte, disfarçada de “Primavera”, exortou os jovens a exercerem os seus direitos e a não se submeterem ao sistema. “São vocês, jovens, que me dão esperança”, referiu. ■