Martim foi o primeiro bebé a nascer nas Caldas em 2011

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O pequeno Martim ladeado pelos pais, Marco e Sandra

Já a manhã ia longa quando nasceu o primeiro bebé de 2011 no Centro Hospitalar das Caldas da Rainha. Passavam 32 minutos das 10h00 quando Martim Afonso veio ao mundo, por parto natural e com 2,370 quilos de peso.
É o primeiro filho do casal Marcos Francisco Nogueira e Sandra Pereira, que se vem juntar ao filho de 11 anos de Sandra, de um relacionamento anterior.
Foi um parto rápido e sem complicações, mas a gravidez de Sandra tinha sido muito difícil e grande parte dela passada deitada porque teve muitas dificuldades em manter a gravidez até ao final. Ajudou-a o companheiro e a família mais directa, até porque, como fez questão de realçar, tem uma casa só de homens (pai, marido e filho de 11 anos), agora aumentada com mais um.
O bebé, cujo tempo de gestação terminava a 20 de Janeiro, acabou por nascer quase três semanas antes.
Para a mãe, o facto de o seu filho ter sido o primeiro do ano no hospital das Caldas “é indiferente” porque “para nós já era o bebé do ano, do século, de tudo”.
O pai, Marcos Francisco, natural das Caldas e técnico de telecomunicações, assistiu ao parto e conta que foi “um momento único”. Contudo, diz que esta experiência dificilmente poderá repetir-se porque o agregado familiar conta também com o filho de Sandra, de 11 anos, e com o pai desta, e o orçamento é limitado.
“Para um pai é sempre uma grande felicidade, nem há palavras para o definir”, rematou.
Já na última semana do ano Sandra começou a ter contracções, mas como estava tudo controlado acabou por voltar para casa. Na quinta-feira foi à consulta e a médica disse que estava tudo bem, desde que não “passasse o reveillon aos saltos”. Acabou por passar bem a noite, mas às 5 da manhã começou a ter contracções fortes e três horas depois foi para o hospital.
O casal contava que o pequeno Martim nascesse por altura dos Reis (6 de Janeiro). “Costumávamos brincar que era a prenda que os reis traziam”, conta o pai, adiantando que acabou por não ser nessa data mas no ano novo.
O irmão conheceu-o logo na visita de domingo e “adora-o pois logo no primeiro dia não o largou… é um mano protector”, conta o pai, contente. A mãe e o bebé foram para a sua casa, no Arelho, ao final da manhã de segunda-feira.
No dia 1 de Janeiro nasceram ainda neste hospital mais duas meninas.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt