Na Universidade Senior pratica-se um futebol que se joga a andar

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A equipa da Universidade Sénior

Foi recentemente criada uma equipa de Walking Football na Universidade Sénior Rainha D. Leonor. Trata-se de uma modalidade que permite fazer exercício físico sem correrias e que proporciona bons momentos de convívio e alegria. Gazeta das Caldas acompanhou um treino do grupo, onde testemunhou os sorrisos e gargalhadas que esta modalidade proporciona.

Os treinos decorrem no Pavilhão da Mata. No futuro irão jogar a outras cidades nacionais e internacionais.

A Universidade Sénior Rainha D. Leonor criou uma equipa de walking football (traduzido para português como “futebol a andar”). A formação é composta por 15 elementos, todos acima dos 60 anos, mas há sempre espaço para mais interessados. O grupo treina uma vez por semana, à quarta-feira de manhã, no Pavilhão da Mata.
Maioritariamente constituída por mulheres, grande parte da equipa está agora a dar os primeiros pontapés na bola, tendo começado a treinar em Janeiro.
Acompanhando um treino, e já depois do aquecimento e de alguns exercícios de passe e remate, divide-se a equipa e joga-se uma peladinha. Entre passes e remates, com mais ou menos precisão, vamos vendo os jogadores cada vez mais divertidos, ora a sorrir, ora a rir à gargalhada à medida que o jogo avança.
A equipa foi criada no âmbito de uma parceria com a RUTIS – Rede de Universidades Séniores e a Fundação Benfica. A equipa da USRDL irá depois participar em provas nacionais e representar a rede em eventos internacionais, em momentos de convívio entre várias universidades.
Fernando Braz, que é o treinador (e professor de Educação Física da USRDL) explicou à Gazeta das Caldas que maioritariamente estes “são alunos que têm educação física comigo às terças e quintas-feiras”.
Mais do que marcar golo, o treinador preocupa-se que os pupilos se divirtam e que utilizem os dois pés para rematar a fim de desenvolver a componente muscular nas pernas. “O resultado não interessa, o que interessa é a sopa da pedra na terceira parte”, resumiu Fernando Braz, notando a importância que a prática desta modalidade pode ter no combate ao sedentarismo ao proporcionar uma vida social activa.
Filomena Franco, que vive nas Caldas, tem 63 anos e nunca tinha praticado futebol. “Não sei jogar, mas gosto, é difícil controlar a bola, que é muito grande e vem com muita força”, disse. Nestes primeiros tempos o mais complicado tem sido dominar a bola e aprender todas as regras. “Ainda não estão todas sabidas! É difícil!”, revelou, salientando depois a importância da actividade física e do companheirismo pois “o walking football une a componente desportiva com a social”.
Para o caldense Carlos Henriques, de 67 anos, as regras não são complicadas, até porque durante muitos anos foi árbitro e ainda continua a apitar alguns jogos. Recordando o primeiro jogo que a equipa disputou, em Mafra, Carlos Ribeiro afirmou que este “é um desporto que dá saúde e que não desgasta muito porque é um jogo a andar, a bola é que rola”.