Oeste Lusitano despede-se do Parque e deve passar para recinto de eventos

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O festival alia as atividades lúdicas, gastronomia e provas equestres

Câmara pretende redimensionar os eventos que decorrem no Parque D. Carlos I para diminuir a pressão e dinamizar outros locais do concelho

O Oeste Lusitano irá realizar-se este ano, pela última vez, no Parque D. Carlos I, entre os dias 27 e 29 de maio. O novo executivo municipal, liderado por Vítor Marques, que antes presidia à Junta de Freguesia que possui a gestão e manutenção do equipamento, entende ser necessário redimensionar os eventos a concretizar, de modo a não fazer grande pressão naquele local.
O presidente da Câmara, Vítor Marques, considera o Oeste Lusitano “um evento que tem bastante notoriedade e que é uma marca das Caldas”, pelo que quer “potenciar-lhe um espaço próprio”, disse à Gazeta das Caldas. O executivo já reuniu com a Direção da Associação Oeste Lusitano para abordar esta ideia e, em conjunto, tentar encontrar soluções para, no próximo ano, a feira já decorrer num outro espaço. Para além do certame, o novo espaço deverá ser dotado de infraestruturas que permaneçam durante o ano, nomeadamente um picadeiro e outras estruturas alocadas aos cavalos, e que permitam a realização de outros eventos e o apoio ao pentatlo moderno.
“Já temos clubes e gostaríamos de ter um polo atrativo e com oferta adequada para a realização de provas do pentatlo moderno e atletas em formação e em competição nas Caldas”, concretizou o autarca.
Atualmente existem dois locais possíveis para a criação das infraestruturas, sendo que um deles é um terreno próximo do complexo desportivo e do Arneirense, permitindo uma ligação próxima às outras modalidades. A decisão deverá ser conhecida em maio.
Também já foram estabelecidos contatos com a Câmara da Golegã, no sentido de potenciarem sinergias ao nível dos eventos equestres, nomeadamente no que respeita à utilização dos meios publicitários das duas autarquias para os certames.

O festival Impulso transferiu os concertos para o CCC durante a pandemia

Feira da cerveja artesanal
O Parque “continua a ser um sítio excelente para a realização de eventos, tal como acontece com Serralves ou a Gulbenkian, embora devam ser redimensionados”, salienta Vítor Marques. Desta forma, aquele “ex libris” da cidade irá acolher o Festival Impulso, que durante a pandemia transferiu os espetáculos para o CCC, e a Feira dos Frutos, embora em novos moldes. Ainda em junho, irá realizar-se um evento dedicado à Cerâmica e, para outubro, está prevista uma feira de cerveja artesanal.
Também a construção do hotel, previsto para os Pavilhões do Parque, irá limitar algumas ações, levando, necessariamente a reajustamentos nos eventos. Vítor Marques destaca ainda que é importante cuidar do termalismo e este está ligado à cultura, ao Parque, Mata e também ao comércio. “Temos de ter uma gestão equilibrada do património e dos eventos para conseguir conciliar todas as vertentes”, resume.
A autarquia pretende alargar os eventos a todo o concelho, criando dinâmicas culturais nas freguesias e também apoiar ou concretizar diversas iniciativas como é o caso da Rampa da Foz, em março, ou a passagem de ano, também na Foz do Arelho, “com outro glamour e dimensão do que estamos habituados”, salienta o edil.
Os autarcas das Caldas já reuniram com os de Óbidos no sentido de fazerem uma calendarização dos grandes eventos que existem nos dois concelhos, para que as datas não colidam. “Já aconteceram parceiras, nomeadamente com o Festival do Chocolate ou a SIPO, e creio que vamos multiplicar essas oportunidades”, referiu Vítor Marques, acrescentando que até meados de março ficará fechada a calendarização dos eventos a realizar durante o ano.