Os CTT, a eficiência e a privatização

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O actual governo tem renovado o seu objectivo de privatizar os Correios de Portugal, empresa pública que nos últimos anos tem apresentado resultados financeiros positivos.
Contudo, nos últimos anos temos sentido uma degradação dos serviços desta empresa, cuja função é crucial para a imprensa regional, nomeadamente para a Gazeta das Caldas.
Inúmeros assinantes do nosso jornal se têm queixado, cada vez com maior incidência, do agravamento do serviço de entrega dos jornais à sexta-feira (para não falar no moroso atendimento na estação local dos CTT).
Na passada semana esse problema agravou-se, com a suspensão da entrega do correio em várias zonas do concelho das Caldas da Rainha.
Segundo fontes não oficiais da empresa – que apesar das nossas reclamações ao gestor de conta, ainda não justificou o que se está a passar -, esta suspensão resulta da não substituição dos carteiros que faltam em cada giro, quer por razões de saúde, quer por falta justificada.
Segundo nos foi dito particularmente, a política actual da empresa é não substituir um funcionário quando ele não pode assegurar o giro, ficando a mesma distribuição para um dia seguinte.
Não nos parece a melhor forma de actuar de uma empresa que quer mostrar um serviço de qualidade, apresentando lucros e em vésperas de privatização. Não nos parece o melhor cartão de apresentação de tal empresa. A não ser que o único objectivo que move a actual administração seja o da apresentação de lucros para tornar esta empresa (ainda) pública mais atractiva para os privados.
Mas, como a prática demonstra, estes objectivos no médio longo prazo, com maus serviços não são sustentáveis.
Limitámo-nos neste momento a protestar do serviço de entrega de correio, mas o serviço de recepção, com os atrasos incontáveis nos guichets em várias ocasiões também não se recomendam.

A Direcção

1 COMENTÁRIO

  1. Louvo a atitude da direcção da “Gazeta” ao abordar, mais uma vez, o problema grave do mau serviço da empresa CTT.
    Somos todos, infelizmente, clientes à força de uma empresa que é um monopólio sem alternativa e que faz o que quer – das degradantes condições de espera e atendimento na única estação da cidade à distribuição que não é feita todos os dias (aparecendo na caixa do correio no mesmo dia correspondência enviadas em dias diferentes e vinda de locais diferentes), passando pelo verdadeiro atentado contra a liberdade de imprensa que é o desinteresse com que a imprensa regional é distribuída.
    Para a empresa CTT e para o seu pessoal contam os seus próprios interesses e nunca o dos seus clientes.
    É o mal, como sempre tem sido, das empresas que funcionam em regime de monopólio.