Os quatro dias mais doces do ano no Mosteiro

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Mostra Internacional traz as maravilhas da doçaria e dos licores conventuais a Alcobaça

A Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais de Alcobaça está de volta ao Mosteiro entre os dias 16 e 19 de novembro, para a 25ª edição do evento que é uma verdadeira tentação.
Este ano o grande foco é precisamente essa comemoração de um quarto de século de existência de um festival dedicado à doçaria e aos licores conventuais que tem a particularidade de ser realizado num espaço monástico.
Esta é, portanto, uma boa oportunidade para cometer o pecado da gula.
A dificuldade, dado o aspeto, a variedade e o sabor destas iguarias, que têm na sua base as gemas, o açúcar e as amêndoas, será conseguir a sempre desejada moderação. É que estas receitas, criadas pelas mãos de frades e freiras, monges e monjas, que chegaram aos nossos dias são, atualmente, uma das grandes imagens de marca de Alcobaça, atraindo, ano após ano, uma romaria de milhares de pessoas ao Mosteiro.
A mostra nasceu em 1999, numa tenda ao lado do espaço monástico, mas desde 2006 passou a realizar-se no seu interior, ganhando outra expressão.
Depois de, em 2022, a mostra ter regressado ao mosteiro, após dois anos de pandemia, numa edição marcada pela inauguração do hotel, para este ano estão previstas algumas novidades. A realização de uma sessão solene em vez da tradicional abertura e a exposição dos doces e licores conventuais premiados no concurso desde a sua criação são exemplos.
A exposição “Esculturas de Pão”, da autoria de Nuno Pina, da Confeitaria A Lenda (Benedita), é outro dos destaques, num evento que, entre os 35 expositores participantes, contará com oito ordens religiosas, não só de Portugal, mas também oriundas do Brasil e da Bélgica.
A mostra, que representa um investimento de cerca de 150 mil euros da Câmara de Alcobaça, contará com um programa de animação musical (logo com Sofia Escobar no primeiro dia e o espetáculo imersivo no sábado e domingo) e também uma programação de showcookings com diversos chefs ao longo dos quatro dias.
No Claustro do Cardeal haverá um video mapping, que se trata de uma celebração da iconografia e dos símbolos identitários de Alcobaça e que tem uma duração de aproximadamente um minuto e trinta segundos. Este ano a mostra não terá um grande videomapping como aconteceu nas últimas edições. Durante a apresentação do evento, o presidente da Câmara, Hermínio Rodrigues, havia notado que só tinha sido possível realizar os espetáculos dos últimos anos fruto de uma candidatura a apoios. “O quadro comunitário 2030 só a partir de agora é que vai começar a abrir candidaturas”, explicou, notando que um videomapping como os dos últimos anos tem “um custo praticamente semelhante ao custo do evento”.
A organização do evento espera receber cerca de 30 mil pessoas ao longo dos quatro dias, atingindo os números do último ano.
Os bilhetes, que são pagos a partir dos 12 anos, custam 1 euro por dia ou 2,50 euros o passe geral que dá acesso aos quatro dias. ■