Pastelaria e café Doce Mar celebra 20º aniversário

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A funcionária Natalya Mykhaylyshyn e o proprietário da Doce Mar, Sérgio Quaresma

A pastelaria de Sérgio Quaresma, em frente à praia da Foz, está a celebrar duas décadas desde terça-feira, 1 de novembro. Clientes “são família”.

Dois dias depois de ter completado 20 anos, e com a ajuda da família, Sérgio Quaresma adquiriu o espaço onde hoje tem a pastelaria Doce Mar em frente à praia da Foz do Arelho, com vista privilegiada sobre o mar e sobre a Lagoa. O espaço celebra duas décadas de portas abertas e de grande ligação aos clientes.
“Era muito novo e tinha o desafio de aprender tudo sobre o negócio”, conta o empresário que completou o 40º aniversário no domingo, 31 de outubro.Aos poucos, foi ganhando experiência e conquistando clientes que, diz, são uma autêntica família que não dispensa idas frequentes à Doce Mar. A pastelaria e cafetaria aposta num conceito clássico e, durante o verão, oferece refeições rápidas, como sopas e saladas.
“A localização é, sem dúvida, privilegiada e desde que abrimos a porta, nunca quis ter televisão”, revelou o empresário, que defende que não há melhor ecrã do que o próprio Atlântico, que “entra” pelas montras do espaço comercial.
Em 20 anos de história “não há só rosas… Há muitos espinhos pelo caminho”, contou o proprietário, preocupado com a conjuntura económica, que traz incerteza aos mais variados setores.
A pandemia não foi fácil de ultrapassar mas contou com algumas ajudas dos seus clientes, prontos a auxiliar. “Tive um cliente que fez as contas aos cafés que deveria ter bebido e veio cá entregar o dinheiro correspondente…”, recorda Sérgio Quaresma, comovido com a atitude e assegurando que são atitudes como esta que o levam a continuar a levar o negócio para a frente e a não desistir.
No confinamento, fez bolachas em casa e os clientes do café compravam-lhe e até eram eles que faziam o preço. “Muitos davam sempre dinheiro a mais…”, disse o empresário, que chama família aos clientes.
Por norma, tem apostado em remodelações de cinco em cinco anos, mas recentemente mudou “apenas o ar condicionado após o verão”.
A pastelaria Doce Mar abre por volta das 7h30 e são os pescadores e os trabalhadores da construção civil os primeiros clientes do dia. No verão, o espaço só fecha a porta por volta das 20h00, mas ficam “sempre mais tempo”, contou o empresário que diz que diariamente o Doce Mar trabalha entre o nascer e o pôr do sol.
Após os primeiros clientes, chegam outros, seniores, tomar o pequeno almoço. Trazem os netos e alguns que vinham ao colo, “vêm acompanhados por filhos pequenos”.
Há muita gente que trabalha na região e que dá um salto à Foz na hora de almoço para um café e um olhar ao oceano. E entretanto chegou a hora do lanche que conquista os mais velhos “que têm agora mais tempo para desfrutar do Oceano”, acrescentou.
Muito importantes para a casa são os surfistas, que contam com a Doce Mar para lhes guardar o material sempre que é preciso.
Ao fim de semana vem sempre gente de várias idades para a praia no verão ou passear à beira mar no inverno. “Tenho um casal que vem sempre beber café ao fim da tarde e não se fecha a porta sem virem”, contou Sérgio Quaresma. E se algum cliente habitual não aparecem durante alguns dias ligam “a saber se está tudo bem”. Recorda que há pouco uma cliente esteve doente e deixavam “a sopa e o pão fresco no elevador do prédio”. “Temos uma comunidade engraçada!”, resumiu o responsável que já tinha o seu negócio quando terminou o 12º ano à noite e acabou por cumprir o sonho de tirar o curso de cozinha. Ligado ao futsal feminino dos Vidais, fez parte da Direção no ano em que a equipa caldense subiu à 1ª Divisão.
Sérgio Quaresma, que não descarta a possibilidade de ter um restaurante, por agora vai a casa dos clientes, onde prepara as refeições. “Era algo que fazia muito em Lisboa e também já fiz alguns por cá”, disse o cozinheiro, que também faz bolos por encomenda nas datas festivas. Faz vários tipos de tartes – de maçã, amêndoa ou de noz ou ainda bolo de Chocolate.
Atento a projetos que possam fazer crescer o seu espaço, Sérgio Quaresma já tentou três vezes a aprovação para uma esplanada que ficaria em frente ao café. “Se fosse feita uma praça, com melhor aproveitamento do espaço, seria bom para todos”, disse o proprietário que poderá também adicionar petiscos ao espaço comercial.
A trabalhar no Doce Mar quase desde o início está Natalya Mykhaylyshyn. A ucraniana vive na Foz do Arelho e gosta de aqui laborar pois a maioria dos clientes nem precisa de pedir. “Nós já sabemos o que eles querem tomar!”, rematou.
Por causa desta especial celebração do 20º aniversário, a Doce Mar oferece o café a quem levar a Gazeta das Caldas (edição impressa). Irá fazê-lo durante este fim de semana, entre os dias 4 e 6 de novembro. Mais uma boa razão para ir à Foz.