Peça solidária lotou a escola Raul Proença

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Os alunos mostraram-se muito envolvidos e entusiasmados com o espetáculo, que emocionou a audiência

“Retalhos” teve como mote a manta solidária tricotada por alunos, professores e funcionários, que foi sorteada

Não havia nem mais um lugar vago na plateia do polivalente da Escola Secundária Raul Proença, na qual cerca de 150 pessoas assistiram, na noite de sexta-feira, 5 de maio, à apresentação da peça “Retalhos”, interpretada pelos alunos do 10.º CT1 e por alguns dos seus pais. O espetáculo teve um cariz solidário, já que se apelou a que os convidados trouxessem um alimento, a troco do qual receberam um bilhete numerado para o sorteio de uma manta solidária, que decorreu no final da noite. Foram angariados mais de 100kg de alimentos entre os convidados da sessão da manhã (para alunos e professores) e da noite, com destino à associação “De Volta a Casa”, de Joaquim Sá.
A manta, que constituiu o elemento cénico central, foi construída a partir dos quadrados de crochet e tricot costurados, desde novembro, por alunos, professores e funcionários, no núcleo que teve lugar na biblioteca escolar.
Este foi crescendo em número de participantes, entre os quais se contaram alunos da turma do 10 ano. O seu diretor de turma e professor de Português, que também é membro da equipa da biblioteca, Aníbal Rocha, teve a ideia de realizar uma peça para poder pôr em prática o princípio solidário inerente à manta, tendo sido o encenador.
“Considerei que podíamos fazer um espetáculo em que a manta tivesse um valor simbólico e em que fosse protagonista, conjugando com o projeto de cidadania, da família, da solidariedade e também da aceitação das diferenças. Houve uma compilação de várias músicas, segundo um fio condutor no qual a manta foi entrando em determinados contextos, ora contextos de relações afetivas equilibradas, ora conflituosas”, explicou Aníbal Rocha.
Estes “retalhos de vivências”, representados metaforicamente pelos quadrados – retalhos – da manta, começaram por percorrer a fase do namoro, passando pelo casamento, por vezes, o divórcio. Culminaram “em harmonia, como se fosse um casulo, com as mães que protegem os filhos e que estão à sua espera num ambiente equilibrado e familiar”.
A peça envolveu 26 alunos, seis encarregados de educação e três filhos (estes últimos na sessão da noite), tendo sido construída a partir das ideias daqueles, e contou ainda com a interpretação de uma canção original composta por quatro alunos no âmbito de um projeto de cidadania. A peça foi também apresentada durante a manhã e assistida por cerca de 250 alunos e professores. ■