Pitaias do Landal foram uma das novidades desta edição

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Gonçalo Almeida apresenta as suas pitaias na inauguração do certame

No Oeste produzem-se atualmente Pitaias, a chamada fruta do dragão, com cores vivas. A aposta é do casal Gonçalo Almeida (do Landal) e Marlene Augusto (de Alcobaça), que já produziam pera rocha e maçã há 11 anos. “É um mercado muito complicado, pelas doenças e pelo preço pago ao produtor”, contaram. Tal levou-os a procurar alternativas mais sustentáveis, que não dependessem da escala e que apresentassem uma menor dependência de químicos e da água. Encontraram as pitaias, que são o fruto de um cacto e que têm uma série de propriedades benéficas à saúde.

Atualmente têm duas estufas, uma em cada concelho e sentem as diferenças de clima entre eles. O objetivo é fazer ensaios das diferentes variedades (só numa estufa têm 16 diferentes) para depois, até ao final do ano, apostar em duas estufas maiores, com um total de 5000 metros quadrados. O casal, que também produz e vende biofertilizantes (através do aproveitamento do que é, para a maioria, lixo), diz que a participação na Frutos permitiu “fazer muitos contactos”.

A Tisana da Rainha
Outra novidade da Frutos deste ano foi a Tisana da Rainha, desenvolvida por dois alunos do curso de Turismo da ETEO e pela Infusa. A empresária Filipa Ferreira foi contactada pelos jovens estudantes que tiveram uma interessante ideia: desenvolver a Tisana da Rainha, para ser servida no final dos tratamentos no Hospital Termal. Desenvolveu uma receita inspirada na Rainha D. Leonor. “Tem sete ingredientes, porque o sete é o símbolo da perfeição e a Rainha D. Leonor é considerada a Rainha Perfeita. Depois, a camomila representa os cabelos louros, a alfazema os seus olhos azuis, a Canela de Ceilão e Cardamomo destacam a época dos Descobrimentos e o espírito visionário da Rainha, enquanto a Pera Rocha simboliza a sua doçura e a Cidreira e Lúcia-Lima o caráter seguro e empreendedor”, explicou. E como a base do chá é a Pera Rocha, fez todo o sentido lançá-lo na Frutos. “Foi um sucesso, acho que foi o que vendi mais”, contou.

Os morangos de Mafra
De Mafra, todos os anos, vêm os morangos da empresa Frescos da Vila, numa logística difícil para ter morango fresco todos os dias. “A cada ano as pessoas nos procuram mais”, conta, referindo que têm conseguido vender mais a cada edição. “Todos os anos inovamos, fomos abdicando dos plásticos e este ano trouxemos um cone em folha de madeira, que é reutilizável”, conta, notando que “tem que haver cuidado com o conceito e promover o que é local e da época”.