A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) tem instaladas 84 empresas que receberam o estatuto PME-Excelência 2018, um selo de reputação que garante a sua solidez e idoneidade, atribuído pela Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI) e pelo Turismo de Portugal.
Este resultado significa um crescimento de 15% nos últimos três anos (2016-2018), mas é menos de metade da evolução positiva nacional – em todo o país foram galardoadas 2.378 empresas, que receberam o troféu em abril, durante uma cerimónia que decorreu no Altice Fórum de Braga.
A liderança da região cabe ao concelho de Torres Vedras, onde têm sede 20 empresas distinguidas como PME-E, à frente de Alcobaça (13) e de Caldas da Rainha (11). Em termos anuais médios do triénio, Alcobaça passa para a frente (17), seguido de Torres Vedras (13), Caldas da Rainha e Alenquer (10).
Quatro concelhos viram a sua representatividade descer nos últimos três anos, sendo mais relevantes os casos de Alenquer, que passou de 14 para cinco PME-E (-64%), e Alcobaça, que desceu de 20 para 13 galardoadas (-35%).
A maior parte das 84 empresas PME-E da região desempenha atividades na área da indústria (26%), turismo (25%) e comércio (23%), sendo que 41 têm sede no distrito de Leiria (23% do total) e 43 no distrito de Lisboa (8%).
No conjunto, representaram um volume de negócios de 324 milhões de euros em 2017 (mais 16% do que no ano anterior), um resultado líquido de 34 milhões de euros (66%) e exportações no valor de 34 milhões de euros (um decréscimo de 5% em relação ao período anterior). A sua autonomia financeira foi de 60,7%, uma variação positiva de 8,4%, comparativamente com o ano de 2016.
O volume de negócios médio das PME-E da região foi de de 3,8 milhões de euros, os resultados líquidos ascenderam a 402 mil euros e as exportações atingiram o valor de 410 mil euros.
Em termos nacionais, o número de distinguidas aumentou 22% em relação a 2017 e 57% em relação a 2015, e a listagem é liderada pelo distrito de Lisboa, com 509 galardões, seguindo-se o Porto (436) e Aveiro (276). O distrito de Leiria surge na 6ª posição, com 176 empresas.

Na totalidade do país, significam 86.606 mil empregos e um volume de negócios superior a 10 mil milhões de euros, um crescimento médio de 19,3% em relação ao ano anterior, dos quais 24% resultam de exportações.
O distrito de Lisboa é aquele que contribui com a maior fatia – 2,097 mil milhões de euros (20,9%). Seguem-se o Porto, com 1,770 mil milhões (17,6%) e Braga, com 1,498 mil milhões (14,9%). O distrito de Leiria está na quinta posição da tabela, comparticipando com 794 milhões de euros (7,9%).
A maioria das empresas PME-E – mais 22% face ao ano anterior – tem sede nas regiões norte e sul do país e os distritos com maior concentração são Lisboa (21,4%), Porto (18,3%), Aveiro (11,6%) e Braga (10,1%). A maioria é de pequena dimensão, sendo 70% (1.652) pequenas, 25% (604) médias e os restantes 5% (122) representam as microempresas.
No que se refere à distribuição sectorial, em termos nacionais, a indústria e o comércio são as atividades com maior representatividade, com 719 (30,2%) e 603 (25,4%) empresas, respetivamente. Logo a seguir, destacam-se os sectores do turismo (19,8%), com 472 empresas, e dos serviços (12%), com 286.
Quanto aos principais indicadores económico-financeiros das PME-E dos últimos três anos, os dados revelam um crescimento da autonomia financeira, na ordem dos 60%, o que, segundo o IAPMEI, “comprova a solidez financeira deste universo de empresas”. É ainda de destacar que a rendibilidade do capital próprio tem-se mantido neste período nos 27% e a rendibilidade económica do ativo em 25%.
Estas empresas apresentam níveis de rendibilidade dos capitais próprios, do investimento e das vendas, superiores à média das PME Líder 2018 – a seleção mais alargada das melhores pequenas e médias empresas do país. De salientar ainda que registaram um crescimento de 40% nos seus resultados líquidos, de 30% no EBITDA [Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização] e de 16% no seu ativo.
O estatuto PME Excelência é atribuído pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal em parceria com 10 bancos a operar em Portugal e as Sociedades de Garantia Mútua.
Trata-se de um selo de reputação que permite às galardoadas relacionarem-se com a sua envolvente – fornecedores, clientes, sistema financeiro e autoridades nacionais e regionais – “numa base de confiança facilitadora do desenvolvimento dos seus negócios”. Para empresas exportadoras e com ambição internacional, o estatuto PME Excelência “é particularmente relevante, constituindo um fator de diferenciação e uma garantia da solidez e idoneidade das empresas”, segundo o IAPMEI.
“Um dos objetivos é conferir notoriedade às PME, num justo reconhecimento do seu mérito e do seu contributo para os resultados da economia, e melhorar o perfil de risco e incentivá-las na concretização da sua ambição estratégica”.
Os estatutos PME Líder e PME Excelência dispõem de um conjunto de facilidades centradas em três dimensões: na própria empresa, na interação com a envolvente e no alargamento da oferta de produtos e serviços financeiros.
“No domínio dos fatores endógenos – explica o IAPMEI -, a agência em parceria com várias entidades, disponibiliza produtos e serviços em condições favoráveis”. Por outro lado, promovem a sinalização das empresas distinguidas, conferindo visibilidade ao seu mérito no mercado e contribuindo para a criação de um “enquadramento estimulante ao desenvolvimento das suas atividades. O aumento de notoriedade permitirá à empresa diferenciar-se nas suas relações com o mercado”.
O estatuto, “facilita o acesso a soluções nas melhores condições de qualidade e preço e a uma oferta de financiamento mais sofisticada, como seja a oferta específica de cada um dos bancos parceiros às suas PME Excelência; condições favoráveis nas linhas de crédito PME Crescimento e o desenvolvimento de condições para acesso aos mercados de capitais, de forma individual ou em grupo.