População juntou-se para pedir obras na escola primária do Coto

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A iniciativa juntou dezenas de pessoas num abraço à escola no dia 15 de maio

Iniciativa cívica juntou dezenas de pessoas num abraço à escola. Autarquia prometeu dar início aos procedimentos

A Escola Primária do Coto está encerrada há quase um ano devido às constantes fissuras nas paredes e a população juntou-se no dia 15 de maio para reivindicar a sua abertura. A iniciativa juntou dezenas de pessoas num abraço à escola.
Sara Malhoa foi a mentora da iniciativa cívica, que surgiu porque viu a escola “votada ao abandono”. A mesma pediu aos responsáveis autárquicos respostas relativamente a prazos. “Já perdemos um ano, quanto tempo mais vamos perder neste processo?”, questionou.
Ana Gerardo falou em nome dos pais, alertando, por exemplo, para a falta de condições para a espera do autocarro, sem que tenham uma paragem.
Na iniciativa participaram ainda antigos alunos e professores, mas também antigos autarcas e os atuais alunos, que estão a ter aulas na escola de Salir de Matos.
O presidente da União de Freguesias N. Sra. Pópulo, Coto e São Gregório, Pedro Brás, também esteve na manifestação e disse que estão do lado da população. “Queremos tanto que a escola abra como a população”, afirmou, frisando que, para tal acontecer, o edifício terá que ter condições.
“Temos feito pressão junto do município que está para avançar com uma obra de fundo”, contou o autarca notando que “há pouco mais de um ano fizemos aqui obras e voltou tudo a abrir, ainda com maior dimensão. A escola é um risco para a saúde pública das crianças”, explicou Pedro Brás, que apresentou um parecer dos técnicos da autarquia de julho do ano passado que ditou o encerramento e que sugeria os passos a seguir.
Passava pela “contratação de uma empresa especializada para elaboração de relatório de patologias, incluindo elaboração de ensaios e proposta de intervenção de modo a garantir as condições de segurança para o funcionamento da escola”. Com esse relatório feito havia depois duas opções: ou se fazia uma “empreitada para trabalhos pontuais de modo a garantir as condições de segurança do equipamento escolar” ou uma “empreitada para requalificação total do equipamento escolar”.
Gazeta das Caldas questionou a autarquia acerca do que foi feito desde que receberam este parecer técnico. O presidente da Câmara, Vítor Marques, explicou que o que motivou a demora, desde agosto até agora – fase em que estão “a lançar os procedimentos para o concurso” – foi a ideia de construir uma creche junto à escola, tendo estado em negociações com proprietários de terrenos adjacentes. “Percebemos que não é possível avançar nessa ideia”, pelo que decidiram “fazer um procedimento para a reabilitação da escola”, esclareceu o edil caldense.
Vítor Marques salientou que compreende “a reclamação e a ansiedade da população”.
O autarca esclarece que “os técnicos não garantiam a segurança”, acrescentando que trataram de garantir o transporte para uma escola com todas as condições.
“É para nós muito importante manter a escola do Coto a funcionar, faz parte da nossa carta educativa e tudo faremos para que aconteça”, afirmou, reconhecendo que “oito meses é um tempo a mais do que gostaríamos, mas está relacionado com essa situação”.
O autarca admitiu que a escola não estará em condições de abrir no início do próximo ano letivo. “Estimo que a escola possa estar a abrir em março/abril do próximo ano, no 3º período”, ficando encerrada por dois anos letivos. ■