Portugueses compram o material escolar cada vez mais tarde

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Gazeta das Caldas
Quase 60% das famílias compra o material escolar duas semanas antes das aulas ou já após o início das mesmas |DR

Deixar tarefas para os últimos dias é um hábito entre os portugueses e em relação às compras do material escolar não é diferente. Segundo um estudo publicado pelo Observador Cetelem, mais de metade das famílias deixa para as últimas semanas as compras de material escolar.

Segundo o estudo, 58% das famílias só adquire o material escolar com o aproximar do início das aulas. A maior parte das famílias (41%) faz as compras de material escolar a apenas duas semanas do arranque das aulas, sendo que 17% só adquire o material já com o ano lectivo em andamento, percentagem igual à das famílias que guardam as compras para uma semana antes do primeiro dia de escola e também das que efectuam as compras com mais de dois meses de antecedência.
Há um dado neste inquérito que permite perceber esta tendência: 59% das famílias opta por comprar todo o material, incluindo livros, ao mesmo tempo, contra os 54% registados no ano passado. Isto implica que haja um conhecimento da colocação, principalmente no caso dos alunos que têm mudança de ciclo.
Outro aspecto que também ajuda a perceber esta tendência é que existe algum material que é requisitado pelos professores e que só é conhecido no dia do regresso às aulas, ou nos primeiros dias.
Quando é o próprio inquirido que estuda, este prefere efetuar as suas compras já no decorrer do ano escolar, 49%, contra 16% que compram duas semanas antes e 19% na semana do início de aulas.
Pedro Camarinha, diretor de Distribuição do Cetelem, acredita que a tendência das famílias adquirirem o material escolar mais tarde está também relacionada com o final das férias e o início escolar se estarem a aproximar, pelo que “algumas famílias só conseguem fazer as suas compras nos últimos dias”.
O estudo foi realizado com uma amostra de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental de ambos os géneros, com idades entre os 18 e os 65 anos, com um intervalo de confiança de 95%.