Praça da Fruta recebe toldos novos durante o ano de 2021

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A praça das Caldas é um dos poucos mercados a céu aberto no país, o que acarreta dificuldades especialmente no inverno | F.F.

A Câmara pretende manter o apoio na montagem das barracas e considera que os vendedores já possuem melhores condições de trabalho, fruto das intervenções realizadas na praça

 

Ainda durante este ano a praça da Fruta deverá passar a contar com novos toldos, que serão semelhantes aos existentes por força do sistema de encaixe no tabuleiro. O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, revela que a autarquia está a iniciar uma consulta informal ao mercado, estimando que a aquisição e substituição dos toldos venha a ocorrer até ao final do ano.
A Câmara vai manter o apoio aos vendedores, garantindo a montagem das barracas. Esta medida foi tomada pela autarquia para ajudar os vendedores, devido à pandemia, e está em vigor desde abril do ano passado.
O executivo municipal estima gastar cerca de 75 mil euros por ano no pagamento dos recursos humanos para as montagens dos toldos, em horários desfasados, por forma a auxiliar os vendedores da praça.
Na última Assembleia Muncicipal, realizada a 22 de dezembro, o deputado do PCP, Vítor Fernandes, defendeu uma análise mais aprofundada à Praça, nomeadamente o investimento da autarquia em melhores condições para os vendedores e compradores. Tinta Ferreira destaca que os vendedores já possuem melhores condições que no passado, fruto das intervenções realizadas no tabuleiro, no âmbito da regeneração urbana, e também há um “sistema mais organizado”. O autarca salienta, ainda, que a alternativa é “estar num espaço fechado, construído especificamente para o efeito, o que não consta no plano estratégico e no plano de investimentos como prioritário”. O social-democrata acrescenta que enquanto a pandemia perdurar, a prioridade é o funcionamento da praça, com segurança para compradores e vendedores, no âmbito das recomendações das autoridades de saúde.

O funcionamento da praça
Questionado sobre a continuidade do funcionamento da Praça da Fruta tendo em conta o aumento de casos de infeção por covid-19 no concelho e região, Tinta Ferreira referiu apenas à Gazeta que “cabe à tutela e autoridades nacionais da saúde determinar essas medidas”. “Todavia, o município mantém um diálogo regular com as entidades responsáveis e, a cada momento, são debatidas as questões que se vão colocando em função da evolução epidemiológica”, notou.
De recordar que a pandemia levou, a 16 de março, ao encerramento deste que é um dos poucos mercados de ar livre em Portugal. Em alternativa, deu-se a passagem para o recinto da Expoeste, devidamente adaptado. Depois de quatro meses a funcionar no pavilhão de feiras, a praça voltou ao local de origem no centro da cidade, mas agora com várias medidas de controlo sanitário, nomeadamente a delimitação e controlo no acesso ao tabuleiro, uso de máscara e desinfeção das mãos para aceder à praça. Os veículos não podem circular em redor do tabuleiro, mas apenas aceder para cargas e descargas.
Ex-libris da cidade, a Praça da Fruta funciona no mesmo local há quase dois séculos e é meio de subsistência de mais de uma centena de vendedores que ali se deslocam, alguns diariamente, para vender os seus produtos como é o caso das hortícolas, flores, peças de cerâmica, cestaria ou ainda produtos com certificação biológica, sabonetes artesanais ou mesmo sumos naturais. ■