Como se preparam os alunos finalistas para os exames nacionais

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Vêm ai os exames, e agora? Assim que termina o ano lectivo, começa o ‘stress’ para os alunos do 9º, 11º e 12º anos, que ainda têm que se preparar para passar nas provas nacionais. É o último esforço antes das férias de Verão e para os estudantes do ensino secundário significa também fazer contas à vida, ou neste caso, à média de acesso ao ensino superior.
Não há nenhum método de estudo que garanta o sucesso nos exames. Todos os alunos são diferentes e servem-se de estratégias diferentes para compreender e memorizar as matérias. Uns optam por fazer resumos, outros lêem a matéria de uma ponta à outra, alguns estudam em voz alta, outros fazem esquemas porque têm memória fotográfica. Há quem prefira o silêncio do quarto mas também os que se concentram melhor num café com os fones nos ouvidos.
Rita Costa, por exemplo, aluna de Ciências e Tecnologias, não gosta de ficar em casa a estudar, principalmente à tarde. “Há muitas distracções em casa, prefiro sítios como a biblioteca da escola, o café do CCC ou o Raízes no Parque”, contou à Gazeta das Caldas, acrescentando que também costuma estudar sozinha e não em grupo, embora reconheça que em espaços públicos acaba por haver esclarecimento de dúvidas entre os colegas.
O seu estudo também passa por adquirir os livros que compilam todos os exercícios que já saíram nos exames nacionais e que estão organizados pelos tópicos do programa. “Acho importante comparar as minhas respostas com as soluções dos livros e reescrevê-las no final, que acabam por funcionar como mais uns apontamentos”, disse Rita Costa, que para a prova de Físico-Química contou ainda com o apoio de explicações.
Pelo contrário, Sofia Furtado, finalista de Línguas e Humanidades, e Cecília Luiz, aluna do 11º ano de Artes Visuais, concentram-se melhor em casa. Desligam o telemóvel e a televisão, gostam de estudar em silêncio absoluto e principalmente no quarto. “Normalmente faço resumos dos meus apontamentos que são a base para o estudo”, afirmou Sofia Furtado, que embora estude durante todo o dia, faz várias pausas pelo meio. “Mais vale parar algumas vezes, mas garantir que enquanto estou agarrada aos livros, esse tempo é rentabilizado ao máximo”, acrescentou a finalista. Já Cecília Luiz chama a atenção para a importância dos critérios de correcção dos exames: “não chega apenas saber a matéria, é muito importante saber como devemos estruturar a nossa resposta, em que pontos devemos tocar para termos a cotação toda”.
Há alunos que preferem acordar mais tarde e prolongar o estudo noite fora. Argumentam que o ambiente calmo da madrugada – são horas em que a maioria das pessoas está a dormir e há menos barulho – ajuda a concentrarem-se. Mas André Nascimento não é um desses. Tem um plano bem definido, coloca o despertador para as 8h da manhã, estabelece objectivos para cada dia e depois do jantar arruma os livros. Varia entre o CCC e a sua casa.
Em concreto, a forma como estuda depende muito da natureza das disciplinas. Se forem teóricas (Português ou Geografia), “opto por ler a matéria em voz alta” . Mas para Matemática a estratégia é outra: “quantos mais exercícios melhor, faço muitos exames para que a minha resposta seja quase automática e não tenha que pensar muito para saber o que é preciso fazer num determinado problema”.
Os exames nacionais da primeira fase realizam-se entre 18 e 27 de Junho. Gazeta das Caldas deseja boa sorte a todos os alunos.