Presidente da Câmara reuniu com ministro da Saúde na terça-feira

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Apresentadas preocupações com a falta de médicos e também com as condições do hospital das Caldas. Governante ouviu e ficou de “refletir”

“Com uma mão cheia de nada”. É como o presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques, diz que saiu da reunião com o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, na tarde de terça-feira. Em relação ao novo Hospital do Oeste, o autarca reiterou a “admiração” com o resultado que “invoca para a mesma localização, no Bombarral, depois do relatório ter retirado os concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral, mas também as freguesias de Mafra, e não incluíram Rio Maior nem Alcobaça”. Vítor Marques falou ainda das condições do terreno da Quinta do Falcão (que irá acolher o equipamento) que, pela sua dimensão, não permite o seu crescimento no futuro e sobre a sua orografia, “bastante complexa”. “Voltámos a afirmar a nossa preocupação e desacordo com a solução, em não cumprir com os regulamentos”, concretizou o autarca, reiterando que estes mostram que um equipamento desta natureza deverá ser construído junto a uma cidade. O autarca caldense informou ainda o governante de que irão continuar a tomar medidas na Câmara e Assembleia, mas também com a população, porque “é importante mostrar que não nos revemos numa decisão que foi tomada há muito tempo”. A Câmara está também a desenvolver um documento de trabalho, com a defesa da localização caldense, que lhe pretende entregar.
A falta de médicos ao nível dos cuidados de saúde primários também foi uma preocupação partilhada, com a tutela a equacionar a alteração das USF de modelo A para B até ao final do ano, e, no próximo ano, passar os centros de saúde também para USF de modelo B, de modo a serem mais atrativos. “Mas, para isso acontecer têm de estar a trabalhar na sua plenitude e têm de se candidatar”, salienta Vítor Marques, que considera que haverá poucas candidaturas, tendo em conta que não há equipas suficientes. A Câmara das Caldas diz continuar a investir, nomeadamente com obras nos Centro de Saúde e edifício da Saúde Pública, no valor de três milhões de euros, resultado de uma candidatura ao PRR.
Relativamente ao hospital das Caldas, Manuel Pizarro comprometeu-se em voltar a abrir a farmácia, ficou a par dos problemas da Medicina Interna e também com a falta de internos em formação, para depois reforçarem o quadro do hospital.
O ministro da Saúde ficou ainda de “refletir” sobre as questões apresentadas e dar alguma resposta dentro de duas a três semanas, concretizou Vítor Marques. ■

 

Textos de opinião sobre o hospital publicados online

Gazeta das Caldas tem recebido vários contributos de leitores, bem como comunicados de partidos políticos, sobre o Novo Hospital do Oeste que, pelo tamanho, são publicados, na íntegra, nos nossos meios digitais. ■