Projeto do novo hospital do Montepio aprovado na Câmara e ARS

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A construção do novo hospital é um investimento a rondar os 19 milhões de euros

Administração da associação está a auscultar o mercado relativamente a possíveis parcerias

Já foi aprovado na Câmara e na Autoridade Regional de Saúde o projeto de arquitetura do novo hospital do Montepio Rainha D. Leonor, na entrada sul da cidade das Caldas. “Foi aprovado sem um único reparo técnico, apenas com uma chamada de atenção relativamente ao pé direito do edifício atual, que não é um impedimento”,revelou à Gazeta das Caldas o presidente do Conselho de Administração da instituição, Francisco Rita.
“Estamos agora na fase dois, que é a fase de desenvolvimento dos projetos de especialidade”, esclareceu, acrescentando que “paralelamente, estamos também na fase dois de contactos com outros grupos e entidades no sentido de auscultarmos o mercado para eventuais parcerias e análises de hipóteses de nos agruparmos para ganhar escala”.
O mesmo responsável diz que esta é uma forma de não perderem tempo. “Temos que ir seguindo os dois caminhos para depois podermos optar pelo que for mais interessante para nós. Estamos a tentar ganhar tempo, porque já se perdeu demasiado”, exclama.
“Queremos começar a fazer obra no edifício existente ainda este ano”, afirmou, notando que “contamos começar no primeiro semestre”. As obras terão início com o desmantelamento do interior do edificado existente. “Antes do verão teremos novidades”, assegurou.
O novo hospital será um investimento a rondar os 19 milhões de euros, sendo que desse valor 9,35 milhões de euros serão para a reabilitação do edifício existente, 5,5 milhões de euros para a construção do novo bloco, 3,7 milhões de euros para equipamentos e 400 mil euros para estudos e projetos.
No bloco existente ficarão, entre outros, o serviço de atendimento permanente, os serviços administrativos, sendo que ali funcionarão as 28 especialidades. No novo edifício será instalado o bloco de cirurgias, a unidade de cuidados continuados e a sala de operações e recobro, entre outros.
No último ano o Montepio Rainha D. Leonor atingiu uma faturação de cerca de 10 milhões de euros.
Novo projeto de residências
O lar do Montepio, que foi requalificado, “tem feito um trabalho muito meritório que é reconhecido pela lista de espera que temos, infelizmente, não podemos aceitar mais pessoas”.
Apoio alimentar, a terapias ocupacionais, fisioterapia, médico efetivo. Há todo um apoio de estruturas paralelas que é significativo, que inclui até um serviço de shuttle para transporte até ao centro da cidade.
Nas residências assistidas regista-se também uma alta procura quer em alojamento e cuidados pós-operatórios. “É um hotel de convalescença, de alto nível, com todos os cuidados médicos, de fisioterapia, alimentação, é uma pensão completa, a pessoa não tem que se preocupar com nada e pode fazer a sua recuperação nas melhores condições”, detalha, frisando que “não é só para os que residem lá, qualquer pessoa pode, só é preciso que exista vaga”. Trata-se do aluguer de um apartamento por um período curto, nas chamadas “diárias”.
Dada a elevada procura, já foram entretanto dados os primeiros passos para lançar um novo projeto de residências assistidas.
Outra novidade, essa a ser apresentada na celebração do 164º aniversário da instituição, no dia 11 de março, é a inauguração da sala Snoezelen, no edifício do lar. Será a primeira do concelho e uma das maiores da região e está atualmente em testes.
Será aberta, numa primeira fase, aos utentes do lar e do condomínio residencial e, depois, à sociedade, em particular a idosos e crianças que dela necessitem. ■