Questões de igualdade de género trabalhadas nas escolas de Alcobaça

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A funcionar deste o início do ano, o projeto “Inês=Pedro?” já retomou as suas atividades, após as férias de verão. Trata-se de uma iniciativa do município de Alcobaça suportada por fundos europeus, concebida para trabalhar junto da comunidade escolar questões como a igualdade de género, a violência nas relações e a superação de diversos estereótipos causadores de estigmas e desigualdades sociais. O projeto foi elaborado em parceria com o Agrupamento de Escolas de São Martinho do Porto, Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) deAlcobaça. De acordo com os promotores, a sua concretização pretende, em simultâneo, fortalecer e enriquecer as estratégias locais já existentes de promoção e capacitação de competências sócio emocionais em crianças e jovens (projetos Origami e Uma Aventura em Alcobaça), de apoio a vitimas de violência doméstica (GAVVD) e de capacitação de profissionais no ativo e de pais e famílias. Cerca de 96% das 158 sessões a realizar durante 24 meses (até junho de 2022) serão realizadas nas escolas com uma abordagem holística, estruturando-se em intervenções diretas com cinco grandes grupos de atividades.
Entre janeiro e junho deste ano, o projeto já envolveu mais de 300 membros da comunidade escolar (alunos, pais e pessoal docente), estando cumpridos até ao momento 40% das atividades calendarizadas. De acordo com nota de imprensa do município de Alcobaça já foram realizadas 72 sessões, das quais 66 com crianças e jovens, três com pessoal docente e outras três com encarregados de educação.
“Estamos no bom caminho para o pleno cumprimento dos objetivos deste projeto cujos efeitos não são mensuráveis a curto prazo. Este é um trabalho de fundo, a longo prazo, que procura incutir nas nossas crianças e jovens uma mentalidade mais liberta dos preconceitos que tantos obstáculos colocam à coesão social da comunidade”, afirma a vereadora da Ação Social, Inês Silva.
O financiamento de 56, 2 mil euros foi garantido através do programa europeu EEA Grants – Small Grant Scheme #2, que apoia projetos de prevenção e estratégias de apoio a crianças e jovens na área da violência contra as mulheres e a violência doméstica. No caso particular deste projeto, os fundos são provenientes da Islândia, do Liechtenstein e da Noruega.■