Câmara das Caldas poupa 15 mil euros por ano com a factura electrónica

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A Câmara do Bombarral anunciou recentemente a implementação da factura electrónica no seu município, uma boa novidade que vem na linha do que tem sido feito em todo o Oeste. Nas Caldas, por exemplo, desde 2013 que é possível receber a factura no e-mail e quase 10% da população já aderiu, permitindo à autarquia uma poupança anual de cerca de 15 mil euros.

Isaque Vicente
ivicente@gazetadascaldas.pt

Foi em Maio de 2013 que a Câmara das Caldas implementou a factura electrónica, uma medida que tem vários benefícios: permite uma grande poupança ambiental, porque são impressas muito menos folhas de papel e é gasta menos tinta, poupando também a nível económico – até porque a emissão de uma factura obriga à impressão de um duplicado. Mas no campo da redução de despesa, o que deverá ter maior peso é o valor que as autarquias deixam de pagar aos Correios para enviar as facturas.
A Câmara da Nazaré terá tido motivos semelhantes para adoptar esta medida, quando a decidiu implementar em 2017. No caso das Caldas, já existem 4506 clientes que recebem a factura via e-mail, o que corresponde a quase 10% da população, que é um valor semelhante ao concelho da Nazaré (onde 10% correspondem a cerca de 1500 clientes).
A Câmara das Caldas, questionada pela Gazeta das Caldas, estimou que o facto de não ter de enviar a factura por correio permite uma poupança anual a rondar os 15 mil euros. Já o município da Nazaré não conseguiu estimar a poupança inerente à adopção desta medida.
Para os munícipes também existem vantagens quando passam a receber as facturas no seu e-mail, porque assim podem consultar a informação quando e onde querem, sem terem de andar com um papel para todo o lado. Acresce o facto de, desta forma, não estarem sujeitos a atrasos na entrega da factura.
Ao contrário do que acontece no caso de algumas empresas, que partilham a redução da despesa, incentivando com descontos a adesão a esta modalidade, no caso das Câmaras apela-se ao sentido cívico de defesa do ambiente e à comodidade que a factura electrónica proporciona.
Neste século XXI, e retirando o caso dos idosos, para os quais, na maioria dos casos, a factura electrónica não faz qualquer sentido, o resto da população encaminha-se, cada vez mais, para este tipo de serviço.
No caso da Nazaré, foi ainda alargada a proposta aos pais e encarregados de educação de alunos do pré-escolar e 1º ciclo que sejam consumidores dos serviços prestados pela autarquia em matéria de educação, tais como as refeições ou prolongamentos de horário.
Gazeta das Caldas contactou também as Câmaras de Peniche, Alcobaça, Óbidos e Cadaval, mas não obteve resposta em tempo útil.