Com origem em 1955, Fanfarra 79 é das mais antigas do país

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A Fanfarra 79 é presença assídua nas comemorações do 25 de abril e do 15 de maio nas Caldas

Agrupamento representa com orgulho a AHBVCR em cerimónias oficiais e encontros um pouco por todo o país.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha tem uma das mais antigas fanfarras do país. A Fanfarra 79 representa, com as suas atuações, o corpo de bombeiros e as Caldas da Rainha de norte a sul do país e, em articulação com a escolinha de bombeiros, é um dos angariadores de novos elementos para a corporação.
O nome indica que a Fanfarra foi constituída em 1979, mas as origens do agrupamento são anteriores. Foi em 1955 que o Sargento José da Costa criou o Grupo de Clarins, que teve continuidade até à formação oficial da fanfarra. “Foi o comandante Henrique Sales que, em 1979 convidou o 1ª Sargento José da Costa a reorganizar a fanfarra e ficou atribuído este nome, Fanfarra 79. É uma das mais antigas do país”, diz com orgulho o Chefe Luís Ventura, bombeiro voluntário que é, simultaneamente, o responsável pela fanfarra e pela escolinha de bombeiros.
Além do estatuto de antiguidade, a Fanfarra 79 também tem a particularidade de ter partituras próprias. “O fundador fez partituras com todas as nossas marchas, umas feitas a propósito para a fanfarra, outras foram-nos doadas”, conta Luís Ventura.
Uma fanfarra de bombeiros não é propriamente uma banda filarmónica. O grupo toca marchas militares, através de instrumentos de percussão, os timbalões e as caixas de guerra, e dos clarins. Luís Ventura diz que o ensino não é complicado. “Desde que se tenha bom ouvido, com o treino consegue-se tocar bem”, realça. De resto, no agrupamento não existe ninguém diretamente responsável por ensinar a tocar os instrumentos, embora haja um professor que música, que integra a fanfarra, que dá uma ajuda aos que se estão a iniciar.
Para os elementos da Fanfarra 79, é um orgulho representar os Bombeiros das Caldas da Rainha quando atuam. “Representamos a associação em todo o país e, quando o fazemos, há o rigor, o saber estar, saber respeitar a farda, e a disciplina”, sustenta Luís Ventura.
É, também por isso, que a fanfarra é a ponte perfeita para iniciar os jovens no seu percurso para chegar a bombeiros. “Cerca de 60% dos elementos da escolinha de bombeiros também são membros da fanfarra”, revela o responsável pelas duas valências.
Há, por isso, muitos jovens na fanfarra. Os adultos, são todos bombeiros da corporação, embora isso não seja uma condição. “Temos abertura a que qualquer pessoa se possa juntar”, embora com o limite de 45 anos, que é também a idade limite para se alistar como bombeiro voluntário.
Atualmente a Fanfarra 79 conta com 42 elementos, um pouco menos que os cerca de 50 que compunham o agrupamento antes da pandemia. Durante a fase mais agressiva da covid-19, a fanfarra parou a atividade, porque era necessário reduzir ao mínimo os riscos de contágio na corporação. A retoma deu-se em março deste ano, para que a fanfarra pudesse atuar nas comemorações municipais do 25 de abril.
Por norma, a Fanfarra 79 faz cerca de 10 atuações por ano. Além do 25 de abril, nas Caldas atua nas cerimónias do 15 de maio e no Cortejo de Oferendas, as restantes são fora, normalmente em encontros de fanfarras pelo país. Os ensaios são às terças e sextas-feiras à noite.
Na escolinha, há atualmente 20 cadetes. A instrução é feita entre os 8 e os 16 anos e tem grande incidência no ensino de regras e da responsabilidade. Com um rácio de aproveitamento de 80%, já colocou mais 40 bombeiros na corporação, mas também há espaço para a diversão, como a ida aos concursos de manobras.