À Janela é o lugar onde comer pizza é toda uma experiência

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Os proprietários e duas das colaboradoras do espaço, que funciona de terça-feira a domingo

Da janela do edifício do Espaço Ó, em Óbidos, saem pizzas, confecionadas com produtos naturais e para serem saboreadas lentamente

Depois de ter vivido em vários países, como o Brasil ou a Indonésia, Filipa Pontinha escolheu Óbidos para se fixar e abrir o restaurante À Janela. A designer trabalha com moda, mas percebeu que essa não era a área em que devia de apostar na vila. “É um ponto muito turístico, mas é muito mais à mesa que se está e as pessoas querem experimenciar uma coisa diferente”, diz, fazendo notar que muita da oferta é de cozinha tradicional e que não existia um restaurante só dedicado a pizzas.
A procura de um espaço coincidiu com a abertura de um concurso de ideias para a exploração de uma janela, literalmente, situada no rés-do-chão do edifício do Espaço Ó. A ideia imediata foi de que não seria possível abrir uma pizzaria numa janela, mas a descoberta de um “forno incrível”, onde só cabe uma pizza de cada vez, mas que a faz em 60 segundos, levou Filipa Pontinha e Rui Correia, a apostarem naquela janela. “Como é um espaço tão pequeno torna-se especial, porque as pessoas percebem que aqui tudo é lento”, explica a designer sobre o local onde a pizza não é vista como fast food.
O espaço está a funcionar desde 21 de julho. Antes os proprietários apostaram na formação em fermentação lenta, com o especialista Luiz Alvim, da Bike Bakery, e foram procurar colaboradores que também se identificassm com o conceito. Encontraram três e, em conjunto, garantem o funcionamento diário do espaço, aberto de terça-feira a domingo. O horário de fecho está dependente a venda das cerca de 80 pizzas que fazem diariamente, resultado do fermento natural, que tratam como se de um “filho” fosse, alimentando-o e mantendo-o num frigorífico só para ele a uma temperatura de 18 graus.
A farinha que utilizam é biológica, comprada a um fornecedor de Alenquer e que tem a particularidade de ainda ser moída a pedra, e os ingredientes são comprados na Praça da Fruta ou na Horta do Pé Descalço, na região. O objetivo passa também por utilizar os produtos da época, como é o caso dos figos, que agora integram uma das cinco variedades de pizza que têm à disposição dos clientes, e que trouxeram de uma ida ao Algarve, de onde Rui Correia é natural.
“É uma coisa descomprometida, a pizza corta-se com uma tesoura e as pessoas podem comê-la aqui no pátio ou levá-la”, diz o empreendedor, que profissionalmente se dedica à curadoria de música mas que também tem experiência na área da gastronomia. “E, como sai apenas uma pizza de cada vez damos sempre a hipótese de a partilharem, enquanto a outra não vem”, complementa Filipa Pontinha. ■

As pizzas são confeccionadas com produtos naturais e o mais possível da época

 

Pesto crocante

Ingredientes:
4 molhos de manjericão fresco
1 dente de alho
1 “mão cheia” de pistachos sem casca
Azeite “a olho”
Queijo grana padano (parmesão)

 

1 – Preparação
Tirar o caule do manjericão e colocar as folhas no liquidificador. Bater com um dente de alho picado e azeite

2 – Juntar parmesão
Adicionar um quadrado de parmesão de, mais ou menos, 4 centímetros e bater novamente

3 – Continuar a bater
Colocar os pistachos e bater de novo mas a uma velocidade menor, para ficar bem crocante e não totalmente líquido

4 – Conclusão
Ir provando para ver o sabor que está a realçar mais e ir balançando. Se estiver muito forte com o queijo – colocar mais pistacho, se tiver muito alho – colocar mais manjericão… a gosto

5 – Sugestão
Perfeito para uma pizza fresca de burrata e rúcula. Um molho perfeito para saladas, massas e por aí fora…