Sonho de Arlinda Antunes concretizou-se no Vale do Coto

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Arlinda Antunes, à direita, com Olívia Fortes, que é a cozinheira e também é de origem cabo-verdiana.

Abrir o Restaurante Vale Velho era sonho de criança que a caboverdiana não esperava poder cumprir.

Quem, em criança, não teve sonhos que pareciam impossíveis de cumprir? Para Arlinda Antunes ter o seu próprio restaurante era um desses sonhos de menina que lhe pareciam difíceis de cumprir, mas este realizou-se com a abertura do Restaurante Vale Velho, no Vale do Coto, no início de setembro.
“Era o meu sonho de criança, ter um restaurante, mas nunca pensei que se pudesse vir a concretizar”, recorda a caboverdiana, que chegou às Caldas da Rainha em 2004.
O seu percurso profissional não a levou de imediato para a cozinha. Mas há seis anos conduziu-a até aos restaurante, onde começou a trabalhar sobretudo nas limpezas.
Mas a cozinha continuou a fazer parte da sua vida, apenas não profissionalmente. “Sempre cozinhei em casa, para a família e para os amigos, nas festas”, conta, com um sorriso aberto.
Até que a oportunidade surgiu. A anterior proprietária do Restaurante Vale Velho decidiu fechar e lançou-lhe o desafio. “Conversei com o meu marido e decidimos avançar”, conta Arlinda Antunes.
Com a gerência de Arlinda e Júlio Antunes, o Restaurante Vale Velho aponta para a cozinha tradicional portuguesa, mas não deixa de lado as raízes caboverdianas.

O Cozido à Portuguesa é uma das especialidades servidas no restaurante.

A base é a cozinha portuguesa, com uma variedade de pratos como o famoso Cozido à Portuguesa, a Carne de Porco à Alentejana, o Arroz de Pato, entre muitas outras opções, que vão alternando na carta diariamente.
Há também opções fixas na carne, como carnes de churrasco, servidas com uma variedade de molhos, assim como peixe fresco. De entre as especialidades, Arlinda Antunes destaca o Arroz de Bacalhau (que inspira a receita que pode consultar na coluna ao lado).
Ao fim-de-semana, há opções especiais, nomeadamente o leitão, o cabrito e o bacalhau assados, que pode degustar aos sábados. Ao domingo é, então, o dia dedicado a Cabo Verde, com a tradicional Cachupa. Este será o único prato caboverdiano na carta, mas Arlinda Antunes refere que poderá confecionar outros pratos em eventos para grupos. De resto, “a cozinha caboverdiana não é muito diferente da portuguesa”, sublinha.
Arlinda Antunes destaca, ainda, as sobremesas, todas confecionadas pela própria.
O restaurante, que tem capacidade para cerca de 75 pessoas e uma sala provada para grupos, está aberto de terça-feira a sábado das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30 e ao domingo apenas no horário de almoço.

 

Faça em casa

Arroz de bacalhau malandrinho

 

 

 

 

 

 

 

Ingredientes

Azeite; Cebola; Alho; Pimento; Tomate; Arroz carolino (ou outro a gosto); Bacalhau; Camarões; Sal; Pimenta; Coentros

 

1 Cozer a proteína

Coza o bacalhau e os camarões. Retire e reserve as proteínas. Desfie o bacalhau. Descasque o camarão. Coloque as cascas e as cabeças do camarão na água da cozedura e esmague-as, para enriquecer o caldo.

 

2 Refogado

Noutro tacho, coloque azeite de modo a cobrir o fundo e refogue a cebola e o alho picados, adicionando o pimento e o tomate. Tempere a gosto. Deixe cozinhar um pouco e adicione o arroz (um punhado por pessoa), deixando-o fritar um pouco no refogado, de modo a incorporar o sabor.

 

3 Cozer o arroz

Adicione o caldo que preparou com as cabeças do camarão, em dobro da quantidade de arroz, e adicione depois um pouco mais, para que não esgote o caldo ao final da cozedura e fique “malandrinho”.

 

4 Finalizar

Quando o arroz estiver praticamente cozido, junte o bacalhau e o camarão e finalize com os coentros picados.