Acção da Oeste Rescue mostrou utilidade dos cães no salvamento em meio aquático

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Os dois Terra Nova com os seus donos e os nadadores salvadores da Oeste Rescue | Joel Ribeiro

No passado dia 3 de Agosto a Oeste Rescue – Associação de Nadadores Salvadores, que tem sede nas Caldas da Rainha, desenvolveu na praia de São Martinho do Porto uma acção com cães Terra Nova, que serviu para demonstrar a mais-valia que estes animais podem trazer ao salvamento em meio aquático.

Luís Vieira, presidente da associação, explicou que a intensão desta acção foi “promover uma forma diferenciada de salvamento, e demonstrar que com animais devidamente treinados se podem efectuar salvamentos”.
Os dois cães são treinados na Suíça por uma família luso-suíça e fazem este tipo de demonstração nos lagos helvéticos. Natércia Méan explica que são cães muito sociáveis, “que com treino podem ir buscar qualquer pessoa, esteja consciente ou inanimada”, explica. Os cães são companhia das filhas do casal quando estas nadam e Natália Méan adianta que fica descansada quando eles estão por perto. As dificuldades do treino, acrescentou, são que os cães só efectuam o salvamento em situações que não os coloque em perigo, nem aos donos.
Luís Vieira refere que este tipo de solução não substitui o trabalho do nadador salvador, é sim um complemento. Por enquanto não existe legislação para que se possa tornar esta solução efectiva, mas este tipo de iniciativa “é uma alavanca que deixamos a quem de direito para que seja possível no futuro”, acrescentou.
De resto, o presidente da associação adianta que a Marinha já utilizou cães para este efeito e “já se começa a ver um ou outro cão nas praias portuguesas”.
Durante a demonstração, que atraiu a atenção de muitos dos banhistas, os cães fizeram vários salvamentos simulados, que incluíram vítimas conscientes, inconscientes e em cima de uma prancha.
Vanessa Paiva foi uma das vítimas salvas e garantiu ter-se sentido em segurança durante o exercício. Neste salvamento, com vítima consciente, Vanessa Paiva explicou que o cão a envolveu para que se sentisse segura e o agarrasse, nadando em seguida para o areal. No salvamento de vítima inconsciente o cão abocanha o braço da vítima com a força necessária para a arrastar, mas sem a ferir.
No domingo foi feito novo exercício, desta vez na Foz do Arelho.